Foto: Renato Andrade/Cidadeverde.com

O prefeito Silvio Mendes afirmou que a situação do transporte coletivo de Teresina continua sendo uma das principais preocupações da gestão municipal e classificou o sistema como um problema que está "atravessado na garganta" da administração. A declaração foi dada ao comentar a criação da comissão especial que vai analisar os custos operacionais do serviço e propor mudanças para o setor.
Segundo o prefeito, a discussão sobre o transporte não pode se limitar à aquisição de novos ônibus. Ele defendeu uma reformulação mais ampla do sistema, levando em conta a expansão da cidade, a criação de novos bairros, a necessidade de corredores exclusivos e a adequação das rotas à demanda atual da população.
"O transporte coletivo de Teresina está atravessado na garganta de todos nós. E a gente quer mudar. Não é só comprar ônibus novos. É uma nova concepção de como esse sistema deve funcionar. Você tem que saber que corredores têm que ser feitos, as pontes novas que foram feitas, qual é o trajeto que a população precisa", afirmou o prefeito.
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Silvio Mendes destacou que a estrutura do transporte enfrenta dificuldades financeiras e lembrou que a tarifa está sem reajuste há vários anos. De acordo com ele, a arrecadação com as passagens não é suficiente para cobrir os custos de operação do sistema, o que levou à implantação de subsídios públicos.
"O valor da passagem não paga a conta do ônibus rodando. Cada ônibus tem uma despesa mensal entre R$ 50 mil e R$ 55 mil. Por isso foi necessário implantar o subsídio. Como é dinheiro público, que vem aumentando cada vez mais, precisamos saber exatamente quanto custa o sistema", declarou.
Para isso, a prefeitura instituiu uma comissão formada por representantes de secretarias municipais, Procuradoria-Geral do Município, Controladoria-Geral do Município, STRANS e Câmara Municipal. O grupo terá a missão de solicitar documentos às empresas concessionárias, analisar despesas operacionais, custos com combustível, manutenção, folha de pagamento e demais dados financeiros relacionados ao serviço.
Transparência
O prefeito também defendeu a transparência na aplicação dos recursos públicos destinados ao transporte coletivo. Segundo ele, o trabalho da comissão permitirá uma avaliação detalhada do sistema e servirá de base para futuras decisões sobre a operação e o modelo de funcionamento do serviço.
"Se trata de um bem público relevante e que recebe dinheiro público. Eu acho que não tem nada de esquisito nem nada demais. Quanto mais transparente, melhor", concluiu.