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A Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento (Ride) da Grande Teresina aparece entre as regiões metropolitanas com maior desigualdade de renda do país, mesmo em um cenário de redução da pobreza observado nas principais áreas urbanas brasileiras. A renda domiciliar na capital piauiense aumentou, mas continua menor que a média nacional e os 10% mais ricos recebem, em média, 18 vezes mais que os 40% mais pobres, sendo o terceiro maior índice do país de concentração de renda.
Os dados constam no Boletim Desigualdade nas Metrópoles 2026, elaborado pelo Observatório das Metrópoles, pela Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedODSAL) e pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).
O estudo mostra que mais de 10,4 milhões de pessoas deixaram a condição de pobreza nas regiões metropolitanas brasileiras entre 2021 e 2025. No período, a taxa de pobreza caiu de 31,4% para 18,4%, atingindo o menor patamar da série histórica iniciada em 2012.
Em Teresina, entretanto, os indicadores revelam que a concentração de renda continua elevada. Em 2025, a metrópole registrou coeficiente de Gini de 0,563, o terceiro maior entre as 22 regiões analisadas, ficando atrás apenas de Brasília (0,570) e Natal (0,565). Quanto mais próximo de 1 é o índice, maior é a desigualdade de renda.
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A renda domiciliar per capita média da Grande Teresina alcançou R$ 2.077 em 2025, acima dos R$ 1.663 registrados em 2022. Apesar do avanço, o valor permanece abaixo da média nacional das regiões metropolitanas, que atingiu R$ 2.766 no ano passado.
Entre os 40% mais pobres da população da região metropolitana de Teresina, a renda média passou de R$ 479 em 2022 para R$ 606 em 2025. O crescimento acompanha a tendência nacional de recuperação da renda das famílias de menor rendimento após os impactos econômicos da pandemia.
Mesmo com esse aumento, a distância entre os extremos da pirâmide social continua elevada. Em 2025, os 10% mais ricos da Grande Teresina receberam, em média, 18 vezes mais do que os 40% mais pobres. O índice é o terceiro maior do país, atrás apenas de Brasília (19,7) e Natal (18,5).
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Redução da Pobreza
O levantamento também aponta redução da pobreza na capital piauiense e municípios do entorno. Em 2025, 25,4% da população da Ride da Grande Teresina vivia com renda inferior à linha de pobreza definida pelo Banco Mundial, equivalente a aproximadamente R$ 729 por pessoa ao mês. Em 2022, esse percentual era de 29,4%.
Já a taxa de extrema pobreza caiu de 5,2% para 4,2% no mesmo período. O indicador considera pessoas que vivem em domicílios com renda per capita inferior a R$ 229 por mês.
O estudo reúne dados de 22 regiões metropolitanas brasileiras, incluindo a Ride da Grande Teresina, e utiliza informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE.
Segundo os pesquisadores, a melhora dos indicadores de pobreza está relacionada principalmente ao aumento da renda do trabalho e à ampliação da ocupação no mercado de trabalho, embora as diferenças entre os grupos de renda permaneçam elevadas nas principais áreas urbanas do país.
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