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A defesa de Elison Abreu e Igor Silva, presos durante a segunda fase da Operação Extrema Confiança, solicitou à Justiça a revogação das prisões preventivas dos investigados. Os dois foram presos em junho apontados pela polícia como braço operacional do falso trader Francisco das Chagas.
Segundo o advogado Samuel Castelo Branco, o pedido foi protocolado ainda em junho. "Solicitamos a revogação no mês passado e estamos aguardando a decisão da Justiça. O pedido foi fundamentado na desnecessidade da manutenção da prisão preventiva", afirmou.
O pedido está em análise pelo Poder Judiciário.
O esquema
A segunda fase da Operação Extrema Confiança foi deflagrada pela Polícia Civil para cumprir mandados contra um grupo suspeito de aplicar um dos maiores golpes de pirâmide financeira já registrados no Piauí.
Conforme as investigações, dos dois são apontados como braços operacionais do esquema e atuavam na captação de investidores para o falso trader Francisco das Chagas.
Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava uma empresa de fachada para oferecer falsas operações na Bolsa de Valores (B3), prometendo rentabilidade mensal de até 10% sobre o valor investido. A estimativa é de que o golpe tenha feito cerca de 300 vítimas no Piauí e no Maranhão, movimentando mais de R$ 600 milhões em créditos e débitos ao longo de dois anos.
As investigações apontam indícios da participação dos investigados nos crimes de estelionato qualificado, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Falso trader
Apontado como líder do esquema, o trader Francisco das Chagas Chaves, conhecido como Chico do Pagode, entregou-se ao Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), em Teresina. Após passar por audiência de custódia, ele teve a prisão preventiva mantida pela Justiça, que confirmou a legalidade da medida.
Durante interrogatório, Francisco das Chagas afirmou que todo o dinheiro investido pelos clientes da empresa Xtreme foi perdido em operações na Bolsa de Valores. Ele também declarou não haver expectativa de ressarcimento às vítimas e que parte dos recursos captados foi utilizada para quitar parcelas de cartões de crédito de investidores.