Foto: Benonias Cardoso/Cidadeverde.com

O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) cumpriu, nesta quinta-feira (30), dois mandados de prisão contra suspeitos de participação no assassinato de Mateus Costa de Sousa, de 29 anos. Ele foi baleado na própria casa, no dia 13 de fevereiro deste ano, no bairro Dom Avelar, em Teresina, e morreu seis dias depois no Hospital de Urgência de Teresina (HUT).
As investigações apontam que homens armados invadiram a residência da vítima e efetuaram vários disparos de arma de fogo. Segundo o delegado Divanilson Sena, responsável pelo caso, as prisões são resultado das diligências realizadas pela equipe do DHPP desde o crime.
"Foi um homicídio que aconteceu no dia 13 de fevereiro deste ano. Alguns indivíduos armados invadiram a residência da vítima e lá ele foi alvejado com vários disparos de arma de fogo. A companheira dele estava na residência, abriu a porta, os indivíduos invadiram e mataram o Mateus. Na data de hoje, cumprimos dois mandados de prisão contra dois indivíduos envolvidos nesse homicídio", afirmou.
O delegado explicou que a investigação continua e que a participação de cada suspeito ainda está sendo apurada. A Polícia Civil também trabalha para identificar outros possíveis envolvidos no crime.
"A investigação ainda está em andamento. A partir da prisão desses indivíduos, vamos conseguir detalhar melhor a participação de cada um e identificar outros envolvidos. Conseguimos indícios do envolvimento dessas duas pessoas e, com os depoimentos deles, pretendemos realizar novas diligências", disse.
Durante a investigação, a polícia identificou duas principais linhas para a motivação do homicídio. Conforme o delegado, Mateus integrava uma organização criminosa e estaria comprando entorpecentes em áreas dominadas por uma facção rival, o que pode ter motivado a execução.
Outra hipótese investigada é que o próprio grupo criminoso ao qual a vítima pertencia tenha ordenado sua morte após o desaparecimento de uma motocicleta roubada que estava sob sua responsabilidade.
"A vítima pertencia a uma facção e estava comprando entorpecentes em bairros dominados por uma facção rival. Essa é uma das linhas de investigação. A outra é que a própria facção pode ter decretado a morte dele porque ele desapareceu com uma motocicleta, produto de roubo, que estava sob sua guarda", concluiu.
O caso segue sob investigação do DHPP, que busca identificar outros envolvidos e esclarecer a dinâmica e a motivação do crime.