Após a ameaça de um retorno à guerra em grande escala, os Estados Unidos e o Irã suspenderam os ataques pelo segundo dia consecutivo nesta segunda-feira (27), renovando as esperanças de negociações para um cessar-fogo.
O dia marca o 150 do conflito.
Ainda não ficou claro o motivo dos EUA suspenderam seus ataques, após realizarem 13 dias consecutivos de bombardeios e Donald Trump ameaçar com um 'ataque massivo', mas o Comando Central e as forças iranianas permaneceram em silêncio.
Mike Waltz, embaixador dos EUA nas Nações Unidas, disse à Fox News que o presidente estava 'dando um pouco de espaço às negociações... dando a eles um pouco de margem de manobra'.
Temos tido representantes de Omã e do Irã, além de vários outros negociadores, envolvidos em todos os níveis, desde os mais altos escalões até o nível técnico, nas últimas semanas, e particularmente nos últimos dias', acrescentou.
Waltz também descartou as notícias de que a pausa se deve ao estoque reduzido de interceptores aéreos dos EUA, como sugerido pelo New York Times e pelo Axios, citando autoridades anônimas.
O porta-voz do exército iraniano disse à mídia estatal que, assim como os EUA haviam suspendido os ataques, o Irã também havia feito o mesmo.
Os contra-ataques vindos de Teerã nos últimos dias mataram pelo menos três militares americanos em uma base na Jordânia e um no Iraque.
Um funcionário iraniano também disse à Reuters:
'Se os ataques cessarem, o Irã também interromperá suas operações. Essa mensagem já foi transmitida aos Estados Unidos'.
Já estamos em pleno período de negociações para o fim da guerra, conforme acordado entre Teerã e Washington quando os países assinaram um memorando de entendimento em junho.
Esse acordo se baseava em dar continuidade às conversas sobre "negociar e alcançar o acordo final" dentro de 60 dias - prorrogáveis por mútuo consentimento - sendo, portanto, efetivamente um acordo de cessar-fogo provisório.
Apesar disso, ainda não se sabe se está em vigor, já que tanto os EUA quanto o Irã afirmaram que não se aplica mais, e ambas as partes acusaram a outra de violá-lo.
Os Estados Unidos afirmaram ter lançado ataques no início deste mês em resposta a ataques contra navios comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz.
O Irã ordenou que toda a navegação siga seu mapa para uma 'rota segura' através do estreito, que leva os navios muito mais perto de sua própria costa e marca uma seção das águas territoriais de Omã como uma 'zona restrita' - que, segundo o país, está fortemente minada.