Nesta segunda-feira, as seleções dos Estados Unidos e da Bélgica entram em campo para decidir quem avança para as quartas de final e segue na Copa do Mundo 2026; mas a decisão da Fifa sobre o cartão vermelho dado para o atacante norte-americano Folarin Balogun está movimentando o mundo do futebol.

A Real Associação Belga de Futebol já anunciou que vai contestar a decisão da FIFA em suspender a punição do cartão vermelho – e, consequentemente, a suspensão – do jogador.
A penalidade foi aplicada durante o jogo entre as seleções dos Estados Unidos e da Bósnia Herzegovina, na última quarta-feira. De acordo com as regras da FIFA, o jogador estaria fora da disputa pelas oitavas de final desta segunda, contra a Bélgica.
Mas, em comunicado, nesse domingo, a FIFA disse que a suspensão automática de uma partida do atacante “fica suspensa por um período probatório de um ano”.
Ou seja, nesta segunda-feira, a seleção dos Estados Unidos poderá entrar em campo com o seu time completo para enfrentar a Bélgica.
A Associação Belga anunciou ainda que, mesmo diante de questionamentos, a FIFA não deu explicações sobre o caso; e, com isso, não restou “outra alternativa”. A organização disse que vai continuar lutando "nas próximas horas, dias e meses”, em prol da “ética, da concorrência leal e dos interesses do futebol”.
Veículos como The New York Times e Reuters noticiaram que a decisão é fruto de uma interferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que teria telefonado para o presidente da FIFA, Gianni Infantino, para que revisasse a expulsão.
Também no domingo, Trump escreveu em uma rede social: “Obrigado à FIFA por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça!”.
A reversão do cartão vermelho também surpreendeu a União das Associações Europeias de Futebol (UEFA), que classificou como “inédita, incompreensível e injustificável”.
Para a UEFA, a revogação do cartão vermelho “ultrapassou todos os limites”, já que a aplicação “não admite exceções, muito menos em meio a um torneio em que vários outros jogadores já estiveram na mesma situação e cumpriram suas suspensões regularmente”.
A decisão do Comitê Disciplinar da FIFA motivou comentário também do ex-presidente da entidade, Joseph Blatter. Segundo ele, “cartões vermelhos não são revertidos por ligações políticas”, mas sim “por regras, evidências e órgãos independentes”.
