Flávio Bolsonaro repete mentira do pai e ataca urnas eletrônicas com diplomatas estrangeiros

Flávio Bolsonaro repete mentira do pai e ataca urnas eletrônicas com diplomatas estrangeiros

leandro santos
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O pré-candidato Flávio Bolsonaro repetiu uma mentira contada pelo pai e atacou as urnas eletrônicas diante de diplomatas estrangeiros em Brasília. O pré-candidato do PL afirmou que máquinas de uma empresa venezuelana, denunciada pelos Estados Unidos, foram usadas em eleições brasileiras.

As declarações do senador foram baseadas em informações falsas, já desmentidas pela Justiça Eleitoral em 2022. A fala de Flávio Bolsonaro foi feita diante de uma plateia de representantes de mais de 40 países, incluindo 20 embaixadores, num evento privado.


Ao longo do discurso, Flávio cita um relatório da CIA que afirma que a empresa Smartmatic estaria envolvida num plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012.


Em nota, o Tribunal Superior Eleitoral reiterou que a empresa venezuelana Smartmatic nunca forneceu urnas ou softwares de votação para o Brasil.


A Corte destacou que todo o projeto, a programação e a gestão do sistema eletrônico do Brasil são feitos de forma inteiramente própria e auditável pela Justiça Eleitoral, sem qualquer contato com redes públicas de internet.


O TSE assinalou que seguem valendo as informações divulgadas pelo tribunal em 2022 para negar os rumores.


O Tribunal reitera que a empresa Smartmatic não forneceu nem fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras, tampouco trabalhou na programação desses aparelhos.


Segundo o TSE, a empresa atuou apenas no treinamento de profissionais que prestaram suporte técnico e operacional para as urnas brasileiras.


Em 2022, a menos de três meses das eleições, num evento com embaixadores no Palácio da Alvorada, o então presidente Jair Bolsonaro atacou as urnas eletrônicas, afirmando, sem provas, que elas não eram seguras.


Em função do episódio, Bolsonaro foi condenado pelo TSE por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. A decisão da Corte tornou ex-presidente inelegível por oito anos, até 2030.


Nessa terça (21), durante a fala para os diplomatas estrangeiros, Flávio Bolsonaro afirmou que não estava questionando o sistema de votação brasileiro, mas pediu que os países enviassem uma quantidade maior de observadores eleitorais.


Após a repercussão da fala, o senador divulgou uma nota afirmando que não coloca em dúvida a integridade das urnas brasileiras e que apenas citou dados de um relatório público norte-americano.
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