Governo brasileiro avalia consequências de eventual aplicação da Lei da Reciprocidade após confirmação de tarifaço

Governo brasileiro avalia consequências de eventual aplicação da Lei da Reciprocidade após confirmação de tarifaço

leandro santos
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O governo brasileiro está estudando as consequências de uma eventual aplicação da Lei da Reciprocidade depois da confirmação do tarifaço de 25% sobre as exportações para os Estados Unidos. Fontes do Palácio do Planalto admitem que, se houver retaliação, o governo de Donald Trump deverá responder com mais tarifas e outras medidas retaliatórias.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, falou sobre as possibilidades de uma retaliação contra os Estados Unidos em resposta à taxação. Ele não descartou a reciprocidade, mas disse que a aplicação da medida passa por avaliações.

A legislação foi aprovada por unanimidade pelo Congresso no ano passado. Para Durigan, a medida protege os interesses nacionais ao oferecer procedimentos em caso de ataques unilaterais de outros países. A equipe econômica está levantando as listas de exceções e os efeitos sobre os setores atingidos.

O presidente Lula afirmou, no entanto, que só vai responder quando Trump se manifestar. Em nota à imprensa e em publicação no X, antigo Twitter, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, criticou a decisão do governo Donald Trump de impor um tarifaço e defendeu a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica "como instrumento legítimo de defesa dos interesses nacionais".

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