O governo brasileiro está estudando as consequências de uma eventual aplicação da Lei da Reciprocidade depois da confirmação do tarifaço de 25% sobre as exportações para os Estados Unidos. Fontes do Palácio do Planalto admitem que, se houver retaliação, o governo de Donald Trump deverá responder com mais tarifas e outras medidas retaliatórias.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, falou sobre as possibilidades de uma retaliação contra os Estados Unidos em resposta à taxação. Ele não descartou a reciprocidade, mas disse que a aplicação da medida passa por avaliações.
A legislação foi aprovada por unanimidade pelo Congresso no ano passado. Para Durigan, a medida protege os interesses nacionais ao oferecer procedimentos em caso de ataques unilaterais de outros países. A equipe econômica está levantando as listas de exceções e os efeitos sobre os setores atingidos.
O presidente Lula afirmou, no entanto, que só vai responder quando Trump se manifestar. Em nota à imprensa e em publicação no X, antigo Twitter, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, criticou a decisão do governo Donald Trump de impor um tarifaço e defendeu a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica "como instrumento legítimo de defesa dos interesses nacionais".