O governo Lula teme que as sanções aplicadas pelos Estados Unidos contra brasileiros suspeitos de ligação com o PCC resultem em punições ao sistema bancário. O Ministério da Justiça informou que a decisão já era prevista desde que a Casa Branca classificou a facção criminosa como organização terrorista.
O Tesouro americano bloqueou os bens e proibiu transações com os empresários Victor Shimada e Stella de Oliveira, além de três firmas paulistas e uma companhia em Portugal.
No comunicado, o Departamento do Tesouro americano classificou o PCC como a maior organização criminosa do Hemisfério Ocidental.
O governo americano aponta o empresário Victor Shimada como o principal elo entre os agentes da facção criminosa na Flórida e traficantes internacionais de entorpecentes. De acordo com as investigações americanas, a rede operada por Shimada movimentou mais de US$ 30 milhões por meio de transferências estruturadas com criptomoedas para enviar os valores dos Estados Unidos ao Brasil.
ara o promotor Lincoln Gakiya, que investiga o PCC há mais de 20 anos, não há indícios de relação dos sancionados com a facção criminosa.