A prévia da inflação oficial do país desacelerou para 0,06% em julho, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo IBGE. O resultado do IPCA-15 representa uma queda de 0,35 ponto percentual em relação a junho, quando o índice havia registrado alta de 0,41%.
No acumulado do ano, o indicador soma 3,51%. Em 12 meses, a inflação chega a 4,52%, ainda ligeiramente acima do teto da meta, de 4,5%.
Entre os nove grupos pesquisados, o de habitação teve a maior alta, de 0,97%, com impacto de 0,15 ponto percentual no índice. O principal responsável foi a energia elétrica residencial, que subiu 3,03%, influenciada pela bandeira tarifária amarela e por reajustes aplicados por concessionárias em capitais como Curitiba, Porto Alegre, São Paulo e Belo Horizonte.
Já o grupo de alimentação e bebidas registrou a maior queda, de 0,66%, puxada pela alimentação no domicílio, que recuou 1,14%. As maiores reduções foram observadas nos preços do tomate (-19,95%), da batata-inglesa (-10,03%) e do café (-0,13%). Em contrapartida, a cebola teve alta de 7,10% e o pão francês ficou 0,65% mais caro.
Entre as regiões pesquisadas, o Rio de Janeiro apresentou a maior variação, com alta de 0,44%, enquanto Belém registrou o menor resultado, com queda de 0,22%.