A Guarda Revolucionária do Irã afirma que o Estreito de Ormuz 'não será seguro para o trânsito de produtos petroquímicos, nem mesmo para uma única gota de petróleo e gás', enquanto a 'agressão' dos EUA na região continuar.
Em sua última atualização, o grupo também alertou as forças armadas dos EUA para que se preparassem para uma 'operação punitiva'.
O comunicado também informou que dois petroleiros ficaram inoperantes após tentarem atravessar o estreito por uma rota que Teerã havia proibido de ser usada, alegando que 'ambas as embarcações explodiram e foram obrigadas a interromper a viagem'.
A Guarda Revolucionária não identificou as embarcações, não forneceu detalhes sobre as vítimas nem assumiu explicitamente a responsabilidade.
Em meio a isso, as forças armadas dos EUA afirmaram ter concluído sua nona noite consecutiva de ataques aéreos contra o Irã.
Os ataques tiveram como alvo centros de comando militar iranianos, instalações de defesa aérea e vigilância costeira, capacidades marítimas, locais de lançamento de mísseis e drones e redes de comunicação, informou o Comando Central dos EUA em uma publicação.
O Irã respondeu aos últimos ataques lançando seus próprios ataques retaliatórios contra países aliados dos EUA em todo o Oriente Médio.
O exército do Kuwait afirmou ter interceptado uma série de ataques com drones. O governo declarou que uma usina de dessalinização foi atingida pelo segundo dia consecutivo, classificando o ataque como uma agressão direta a uma infraestrutura civil vital.
Isso ocorre depois que sirenes de alerta soaram no Bahrein e a embaixada dos EUA no país alertou os cidadãos para que tomassem medidas de precaução. A TV estatal informou que as defesas aéreas do país interceptaram um ataque iraniano.
A Jordânia também afirmou que vários mísseis foram lançados contra o país, com três interceptados e outro caindo em campo aberto. A Guarda Revolucionária do Irã alegou ter atacado aeronaves militares americanas no aeroporto de Aqaba, causando "danos graves" a várias delas.
A Guarda Revolucionária Islâmica também afirmou ter lançado um "ataque surpresa" contra um centro de comando na região de Al Tanf, na Síria , em um comunicado divulgado pela agência de notícias estatal iraniana IRNA. O comunicado descreveu o ataque como uma retaliação pelas mortes de soldados iranianos.