Maternidade tem acesso controlado, diz secretário após tentativa de sequestro

Maternidade tem acesso controlado, diz secretário após tentativa de sequestro

leandro santos
0

 Foto: Benonias Cardoso/Cidadeverde.com

secretário de saúde Dirceu Campelo

O secretário estadual da Saúde, Dirceu Campêlo, afirmou que os protocolos de segurança adotados pela Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa impediram que a tentativa de sequestro de um recém-nascido fosse consumada. O gestor destacou que a unidade possui controle de acesso para pacientes, acompanhantes e servidores e afirmou que a Secretaria aguarda a conclusão das investigações conduzidas pela Polícia Civil antes de discutir eventuais mudanças nos procedimentos internos.

A tentativa de sequestro aconteceu na última segunda-feira (6), quando uma técnica de enfermagem da própria maternidade, que estava de folga, entrou na unidade utilizando uniforme da instituição e retirou um recém-nascido dos braços da família sob o pretexto de realizar exames. A acompanhante da mãe percebeu a ausência do bebê, entrou no banheiro e encontrou a criança dentro de uma bolsa da suspeita, impedindo a fuga.

A Polícia Civil prendeu preventivamente a suspeita e investiga as circunstâncias do caso. Entre as linhas de apuração estão a motivação do crime, a possibilidade de gravidez psicológica e a forma como a investigada teve acesso à maternidade fora do horário de trabalho. Até o momento, a polícia informou que não há indícios de participação de outros servidores e que a responsabilização da unidade hospitalar ainda não é objeto do inquérito.

Controle de acesso

Dirceu Campêlo explicou que a maternidade possui controle rigoroso de entrada, com cadastro, catracas e reconhecimento facial.

"A maternidade Dona Evangelina Rosa é uma maternidade que tem 100% do seu acesso controlado. Quem vai à maternidade, seja paciente, familiar ou funcionário, precisa ser reconhecido, fazer cadastro, passar pela catraca de acesso e há, inclusive, reconhecimento facial."

Investigação

O secretário ressaltou que a suspeita era servidora da unidade e conseguiu entrar utilizando o sistema de identificação destinado aos funcionários, mas afirmou que os protocolos impediram que o crime fosse concluído.

"Esse caso específico envolveu uma funcionária da maternidade que, mesmo não estando de plantão, conseguiu entrar por meio do reconhecimento facial. Mas, graças a Deus e graças a todos os protocolos de segurança, ela não conseguiu efetivar o crime. Agora, as medidas administrativas, policiais e judiciais serão adotadas conforme o andamento das investigações."

Tia explicou como o caso aconteceu

Uma das principais testemunhas da tentativa de rapto do bebê e irmã da puérpera, Daniela Beatriz, relatou que na abordagem da mulher, ela se identificou como funcionária da maternidade Dona Evangelina Rosa e a situação foi presenciada por mais duas mulheres puérperas que estavam na sala. 

“Ela disse que era enfermeira da maternidade, estava com roupa verde, igual os outros funcionários e que estava ali para ajudar”, disse.

A mãe do bebê, de 14 anos, estava na sala de recuperação para ter alta médica quando recebeu a visita da suposta funcionária da maternidade. Para ela e o bebê terem alta precisava que a filha fizesse os exames do teste do pezinho e da orelhinha. O bebê nasceu no último sábado (4).

Durante os procedimentos para os testes, a mulher pegou o bebê em ao sair da sala, levou a recém-nascido para um banheiro e foi descoberta pela tia.

“Eu a segui e fui até o banheiro, cheguei lá ela tinha vestido outra roupa, soltado o cabelo e parecia outra pessoa. Peguei a bolsa que estava com ela e encontrei o bebê dentro da bolsa de couro, dessas de treino”, disse a tia.

Ela contou que começou a gritar, pedir socorro, que alguém chamasse a polícia, mas ninguém a atendeu. “Outra enfermeira disse que a mulher não era funcionária da maternidade e que era paciente de lá. Eu não acreditei devido a intimidade que as outras funcionárias tinham com ela, conversavam com ela”, disse Daniela. 

Segundo ela, após a confusão, a maternidade agilizou os testes e liberou a mãe. Um carro da maternidade chegou a levar a puérpera, o bebê para a zona rural da cidade de Castelo do Piauí, onde a mãe mora. 

A tia revelou que o sentimento é de “alívio, preocupação e agradecimento”. Segundo ela, se não fosse sua intervenção, o bebê teria saído da maternidade ilegalmente. “A mulher sairia com total facilidade, já que conhecia muita gente na maternidade”, disse.

Tags

Postar um comentário

0 Comentários

Postar um comentário (0)

#buttons=(Tá bom, aceito!) #days=(20)

Aceite nossos termos de uso para melhor experiência! Leia aqui
Ok, Go it!