Número de pessoas assassinadas no Brasil cai em 2025, afirma levantamento do Fórum de Segurança Pública

Número de pessoas assassinadas no Brasil cai em 2025, afirma levantamento do Fórum de Segurança Pública

leandro santos
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O Brasil atingiu, pela primeira vez, a meta de redução dos homicídios prevista na Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social para 2027. É o que aponta o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira.


O estudo mostra que o número de Mortes Violentas Intencionais — categoria que engloba homicídio doloso, morte decorrente de intervenção policial, lesão corporal seguida de morte e latrocínio — caiu mais de 8% em 2025, na comparação com 2024. Ao todo, foram 40 mil, 775 casos no país no ano passado. A taxa de 19,1 a cada cem mil habitantes é a menor desde 2012.


O Amapá ainda tem a maior taxa no Brasil: 42,5 a cada cem mil habitantes. O estado do Norte do país é seguido por Bahia e Ceará. A menor taxa é de 7,6, em Santa Catarina. Na sequência, vêm São Paulo e Distrito Federal.


As dez cidades brasileiras mais violentas estão no Nordeste. A primeira da lista é Maranguape, no Ceará. Cinco municípios da Bahia também aparecem no ranking, que ainda é composto por outras duas cidades cearenses, uma da Paraíba e uma de Pernambuco.


As principais vítimas são: homens, pessoas negras e jovens de 18 a 29 anos.


Já a letalidade policial subiu no Brasil e alcançou o maior número da série histórica em 2025. Ao todo, seis mil, seicentas e duas pessoas morreram durante intervenções policiais no ano passado, o equivalente a 18 vítimas por dia. A alta é de 5% em relação a 2024. As maiores taxas foram registradas no Amapá, na Bahia e em Sergipe. O número de pessoas negras mortas pela polícia foi mais de três vezes maior que a quantidade de pessoas brancas que morreram em intervenções.


Cento e 39 agentes foram vítimas de Mortes Violentas Intencionais em 2025, queda de 3,5% na comparação com o ano anterior. O número de suicídios entre os policiais foi de 110, baixa de 12%. Mesmo com a redução, os casos de agentes que tiram a própria vida ainda estão em alta de 37% desde 2017.


Entre os crimes patrimoniais, o estelionato foi o principal em 2025, impulsionado pela migração da criminalidade para ambientes digitais. Foram dois milhões, 261 mil e 55 registros, o equivalente a 258 golpes por hora. A alta é de 2,7% na comparação com o ano anterior e de quase 430% em relação a 2018. Já os roubos tiveram queda em todos os indicadores.


Para o coordenador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Leonardo Silva, o cenário representa uma mudança no comportamento de criminosos, que tentam reduzir possíveis riscos:



"Numa tentativa de um roubo de veículo, por exemplo, muitas vezes os criminosos precisam portar uma arma de fogo e se submetem a uma situação de risco. E uma alternativa é justamente a possibilidade de aplicação de estelionato, sobretudo no mundo virtual, onde, muitas vezes, os autores desses crimes não estão nem no mesmo país. Não estão no Brasil. (Outras características atrativas são) a sofisticação desses crimes e a possibilidade de atuar, vamos dizer assim, no atacado, através do disparo em massa de mensagens, de falsos e-mails..."




Ao todo, quatro mil, oitocentas e 19 pessoas foram presas por estelionato no ano passado, e 63 mil, 771 processos penais sobre o crime foram abertos.

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