Foto: Ricardo Stuckert/PR

A Polícia Federal (PF) dá início, a partir desta segunda-feira (20), a uma ampla operação nacional focada na proteção dos candidatos à Presidência da República para as eleições de 2026.
A corporação mobilizará um efetivo de mais de 450 agentes federais altamente treinados para oferecer esquemas de segurança personalizados, com capacidade para atender até 10 presidenciáveis durante o período eleitoral.
Estrutura de proteção e orçamento
Para garantir a integridade física dos candidatos nas ruas e em eventos de campanha, a operação da PF conta com forte investimento em tecnologia e inteligência tática. Com um orçamento estimado em R$ 95 milhões, o aparato de segurança nacional incluirá:
- Frotas de veículos blindados;
- Equipamentos com tecnologia antidrone;
- Kits avançados de vistoria antibomba.
Esquema conjunto para Lula e Alckmin
Devido aos cargos que ocupam atualmente, o esquema de segurança do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do vice-presidente, Geraldo Alckmin, terá uma dinâmica institucional própria. A proteção de ambos será realizada em uma operação conjunta, dividida entre os agentes da Polícia Federal e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Flávio Bolsonaro recusa escolta da PF
Até o momento, o único candidato à presidência a recusar formalmente a proteção oferecida pelo Estado foi Flávio Bolsonaro (PL). Utilizando suas redes sociais, o presidenciável afirmou que abrirá mão da segurança por divergências políticas e desconfiança na gestão da corporação.
"Não confio no atual chefe da PF. Não vou correr o risco de ele próprio infiltrar pessoas na minha campanha", escreveu o candidato.
Bolsonaro também utilizou o comunicado para atacar o atual governo, sugerindo que o efetivo da PF dispensado de sua campanha seja realocado para investigar supostos desvios em órgãos públicos e familiares do atual presidente.
"Peço que os servidores da PF que estariam à minha disposição sejam destinados, imediatamente, para a investigação do roubo dos aposentados do INSS. Se a desculpa oficial do chefe da PF para não investigar Lulinha – acusado de receber mensalinho do Careca do INSS – foi a falta de efetivo, quero dar a minha contribuição para que o dinheiro roubado no governo Lula seja devolvido aos aposentados", declarou nas redes.