Rafael Fonteles destaca exclusão de produtos do Piauí do tarifaço dos EUA

Rafael Fonteles destaca exclusão de produtos do Piauí do tarifaço dos EUA

leandro santos
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 Foto: Benonias Cardoso/Cidadeverde.com

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Cinco importantes produtos da pauta exportadora do Piauí estão entre as exceções da tarifa adicional de 25% anunciada pelo governo norte-americano. A cera de carnaúba, o mel orgânico, a fécula de mandioca, o minério de ferro e a castanha de caju foram poupados da medida. A relação foi divulgada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).

Segundo o governador Rafael Fonteles, a exclusão desses produtos do tarifaço preserva as exportações piauienses para o mercado norte-americano.

“Após negociações do Governo Federal, através do presidente Lula junto às autoridades dos Estados Unidos, produtos como a cera de carnaúba, mel orgânico e o minério de ferro estão na lista de exceções do tarifaço. Essa é uma boa notícia para a pauta de exportação do Piauí", afirmou.

A lista de exceções divulgada pelo Governo dos Estados Unidos contempla mais de dois mil produtos, incluindo alimentos, insumos e matérias-primas considerados estratégicos para o mercado norte-americano. Entre eles estão o mel, derivados da mandioca, castanhas e minérios, categorias nas quais se enquadram os principais produtos exportados pelo Piauí aos Estados Unidos.

Tarifaço

O governo dos Estados Unidos confirmou, na noite desta quarta-feira (15) a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre a maior parte dos produtos brasileiros exportados ao mercado americano a partir de 22 de julho, ampliando a tensão comercial entre os dois países.

A Casa Branca justificou a decisão alegando que o Brasil adota práticas consideradas prejudiciais à indústria americana. Entre os pontos citados pelo governo Donald Trump estão o Pix, questões relacionadas ao combate à corrupção, desmatamento, tributação do etanol americano, proteção à propriedade intelectual e acordos comerciais firmados pelo Brasil com países como México e Índia. Apesar da sobretaxa, autoridades americanas afirmam que as negociações seguem abertas e que a medida poderá ser revista caso haja avanços nas tratativas.

A reação brasileira veio de forma imediata. Na manhã desta quinta-feira (16), o governo federal anunciou que iniciará os procedimentos para aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica e acionará a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Em nota, o Palácio do Planalto classificou a medida como unilateral e sem justificativa econômica, além de contestar a legitimidade das investigações conduzidas pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O governo também destacou que os próprios dados americanos apontam um superávit de US$ 424,5 bilhões dos EUA no comércio bilateral de bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos.

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