Gutenberg Pereira da Silva, conhecido no mundo do crime como "Gugu" ou "Magão", foi assassinado a tiros na madrugada desta quinta-feira (16), dentro da própria residência, na região do Portal da Alegria, na zona Sul de Teresina. Este foi o terceiro homicídio registrado na capital em menos de 24 horas.
COMO ACONTECEU?
O crime ocorreu por volta das 3h15. Informações preliminares indicam que cerca de cinco pessoas chegaram à residência de Gutenberg, pularam o muro e arrombaram a porta para invadir o imóvel. Ao entrarem, efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra a vítima, que não resistiu aos ferimentos.
No momento da invasão, os familiares possivelmente estavam dormindo. Gutenberg era apontado como integrante de uma facção criminosa. A Polícia Civil apura se ele havia deixado a organização recentemente para integrar um grupo rival.
HOMICÍDIO EM 2024
Além disso, Gutenberg Pereira da Silva era considerado de alta periculosidade e investigado por envolvimento em homicídios. Um dos casos é o assassinato de Bartolomeu Gabriel Gomes, de 17 anos, que desapareceu em setembro de 2024 e teve o corpo encontrado no dia 30 de outubro, em um terreno baldio entre a BR-316 e o bairro Teresina Sul.
O corpo da vítima estava enrolado em lençóis e em avançado estado de decomposição. As investigações apontaram que o adolescente foi sequestrado, torturado e assassinado. O crime teria sido motivado por conflitos entre facções rivais.
No dia 28 de novembro do mesmo ano, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) deflagrou uma operação para cumprir mandados contra os suspeitos envolvidos na morte do jovem.
As investigações apontaram que integrantes do Bonde dos 40 reconheceram Bartô como um suposto rival em uma área dominada pela facção.
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O jovem foi levado para um banheiro, onde passou por um primeiro interrogatório, e chegou a ligar para o pai pedindo ajuda, afirmando que temia não voltar caso fosse levado. A mãe tentou impedir a ação, mas foi agredida e ameaçada por um dos suspeitos.
Em seguida, o adolescente foi levado para um apartamento no conjunto Torquato Neto, onde permaneceu por horas sendo torturado e interrogado. Depois, foi executado e enterrado em uma cova improvisada na Vila Babilônia. Na época, Gutenberg foi preso, e teria fornecido o apartamento onde ocorreram torturas.