Os candidatos à Presidência iniciam nesta segunda-feira (17) as viagens de campanha pelo país.
O presidente Lula vai ao Amapá para visitar o navio-sonda da Petrobras que opera na região da Foz do Amazonas. O candidato à reeleição estará acompanhado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com quem se reconciliou recentemente.
A visita à região da Margem Equatorial também coloca o petróleo no centro da agenda presidencial, em uma semana em que o governo deve reforçar o discurso de soberania nacional e exploração dos recursos naturais.
O candidato do PL, Flávio Bolsonaro, vai visitar Juiz de Fora, em Minas Gerais, onde Jair Bolsonaro sofreu o atentado em 2018, e também estará em Belo Horizonte.
Os candidatos Renan Santos, do Missão; Romeu Zema, do Novo; e Ronaldo Caiado, do PSD, participam de um evento em São Paulo.
O primeiro dia oficial de campanha foi marcado por retorno às origens e discursos sobre segurança pública e soberania. Três dos cinco principais postulantes ao Palácio do Planalto estrearam em eventos públicos utilizando coletes à prova de balas – as exceções foram Lula e Romeu Zema.
O presidente Lula abriu a campanha no Estádio Primeiro de Maio, em São Bernardo do Campo, resgatando suas origens no movimento sindical do ABC Paulista. No pronunciamento, o candidato defendeu a autonomia nacional na exploração de minerais críticos e terras raras, além de reiterar a promessa de criar o Ministério da Segurança Pública caso o Congresso aprove a PEC do setor.
O senador Flávio Bolsonaro lançou a campanha na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, palco de manifestações da direita nos últimos anos. Em cima de um trio elétrico, ele fez referências ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro; defendeu o enquadramento de facções criminosas nacionais como organizações terroristas; e criticou a política externa e econômica do atual governo.
No primeiro dia de campanha, o candidato do PSD, Ronaldo Caiado, fez uma carreata por 6 municípios do entorno do Distrito Federal. Caiado colocou a gestão em segurança pública no governo de Goiás como principal vitrine eleitoral; defendeu penas mais duras para agressores de mulheres e propôs idade mínima de 60 anos para novas indicações ao Supremo Tribunal Federal.
O candidato também rebateu críticas da campanha de Flávio Bolsonaro, de que o PSD seria uma linha auxiliar o do governo Lula.
O candidato Romeu Zema abriu a campanha do partido Novo na cidade de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, onde participou de uma missa e de caminhada com apoiadores. Zema prometeu endurecer as leis penais com a construção de superpresídios para chefes de facções e também criticou a política externa do governo Lula.
O candidato do partido Missão, Renan Santos, promoveu um ato em frente à Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, onde ele não concluiu o curso. O presidenciável adotou um tom inflamado de confronto ao crime organizado e voltou a criticar os programas sociais do governo Lula.
Fonte CBN