O prefeito de Manizales, Jorge Eduardo Rojas Giraldo, anunciou após uma reunião com o vice-presidente José Manuel Restrepo que, 'para controle e ordem à noite, pois precisamos continuar trabalhando muito durante a noite', foi implementado um toque de recolher das 22h às 5h durante os próximos dias.
Ele afirmou que isso visava 'única e exclusivamente prevenir saques ou quaisquer problemas em uma das áreas que não conseguiram proteger os comércios'.
As equipes de resgate da Colômbia entram nesta terça-feira (11) no segundo dia de buscas por sobreviventes do terremoto que causou mortes e destruição no país. De acordo com o balanço mais recente, 132 pessoas morreram; mais de 500 ficaram feridas e 188 estão desaparecidas.
O tremor de magnitude 7,4 foi o mais forte em 27 anos; derrubou dezenas de edifícios e causou danos em 1,3 mil casas. Seis aeroportos colombianos estão com as operações temporariamente suspensas.
O tremor foi sentido com forte intensidade em grandes cidades como Medellín e Cáli, a cerca de 150 quilômetros de distância do epicentro. Uma das cidades mais afetadas foi Pereira, onde morreram 67 pessoas. A cidade fica no coração da região cafeeira da Colômbia e tem cerca de 500 mil habitantes.
Localizada a 55 quilômetros do epicentro do abalo, Pereira registrou desabamentos, interrupção do fornecimento de serviços básicos e danos em diferentes pontos da infraestrutura urbana. Em Manizales, um dos símbolos da devastação foi o desabamento de uma torre da Catedral de Nossa Senhora do Rosário.
O recém-empossado presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, que estava no primeiro dia útil de governo, declarou estado de desastre nacional. A intenção é acelerar o envio de suprimentos médicos, equipes de bombeiros e socorristas, além da montagem de abrigos temporários na região.
O presidente colombiano também instalou um Posto de Comando Unificado de emergência, coordenado pela Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres, e viajou para a área afetada.
Uma delegação brasileira do Tribunal de Contas da União está na Colômbia e testemunhou o terremoto. A equipe do TCU está há três dias na cidade de Cali, onde dezenas de prédios desabaram. Os ministros participariam de uma Assembleia da Organização Latino-Americana e do Caribe de Instituições Superiores de Controle, que tem como tema as mudanças climáticas.
Por meio do TCU, o Brasil ocupa a presidência rotativa da entidade e iria comandar as atividades, que foram suspensas por causa do terremoto. Entre os integrantes da comitiva estão o ministro Augusto Nardes e o presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho.
O presidente Lula prestou solidariedade ao povo colombiano e colocou o Brasil à disposição para dar apoio à Colômbia.
Segundo o Itamaraty, até agora não foram identificados brasileiros entre as vítimas.
Fonte CBN