Falso médico é preso após atender criança de 10 anos com tumor cerebral

Falso médico é preso após atender criança de 10 anos com tumor cerebral

leandro santos
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 Foto: Reprodução/SBT

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Um homem foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Rio de Janeiro suspeito de exercer ilegalmente a medicina e se passar por médico durante atendimentos domiciliares a uma criança de 10 anos em tratamento contra um tumor cerebral maligno. A prisão ocorreu na tarde dessa quinta-feira (6), em uma residência no bairro Jardim Pitoresco, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Segundo a investigação da 63ª DP de Japeri, o suspeito, identificado como Diogo dos Santos Serpa, teria realizado atendimentos à criança desde outubro de 2025, apresentando-se como responsável pelo acompanhamento médico da paciente.

A polícia afirma que, ao longo de seis atendimentos, ele teria prescrito medicamentos, solicitado exames e emitido encaminhamentos utilizando o nome e o registro profissional de outro médico.

A suspeita surgiu após a mãe da criança identificar inconsistências nas prescrições e consultar o cadastro do Conselho Regional de Medicina (CRM). De acordo com a Polícia Civil, ela percebeu que a fotografia vinculada ao registro usado pelo homem não correspondia à pessoa que realizava os atendimentos e procurou a delegacia.

Prisão e investigações

A prisão aconteceu durante uma nova visita à residência da família. No local, os agentes apreenderam carimbo, receituários de controle especial e outros materiais médicos que serão analisados durante a investigação.

A Polícia Civil informou que a criança tem meduloblastoma grau IV, um tipo de tumor cerebral maligno de alta complexidade, e que a atuação do suspeito poderia representar risco à saúde da paciente devido à possibilidade de prescrições inadequadas para o tratamento.

O homem foi autuado, segundo a polícia, pelos crimes de exercício ilegal da medicina com fins lucrativos, uso de documento particular falso, falsa identidade, tentativa de estelionato e perigo para a vida ou saúde de outra pessoa. A Justiça será acionada para avaliar a conversão da prisão em flagrante em preventiva.

Ainda conforme a polícia, o suspeito possui antecedentes em outros quatro procedimentos, relacionados a falsidade ideológica, furto de medicamentos em farmácia, furto em estabelecimento farmacêutico e peculato.

As investigações continuam para apurar se o suspeito fez outras vítimas utilizando o mesmo esquema, além de verificar se ele tinha algum vínculo com cursos de medicina e a origem dos materiais e recursos utilizados para se passar por médico.

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