Flávio Bolsonaro voltou a fazer acenos ao eleitorado feminino e intensificou as críticas ao governo federal durante a convenção estadual do Republicanos, que oficializou neste sábado (1º) a candidatura à reeleição do governador Tarcísio de Freitas, em São Paulo.
Depois de questionar, na sexta-feira (31), as pesquisas que apontam maior preferência das mulheres pelo presidente Lula e afirmar que a direita é quem defende as pautas femininas, o candidato do PL abriu o discurso saudando as lideranças femininas presentes no evento. Flávio voltou a defender a redução da maioridade penal para crimes graves, como estupro, afirmando que essa seria uma forma de proteger as mulheres.
Como a CBN mostrou, a campanha tenta reduzir a rejeição do senador entre o eleitorado feminino e continua negociando a escolha de uma mulher para ocupar a vaga de vice. Após o PP decidir permanecer neutro na disputa presidencial, a presidente nacional do Podemos, deputada federal Renata Abreu, passou a ser tratada nos bastidores como uma das principais alternativas para compor a chapa. Neste sábado (1º), Flávio fez um aceno direto à dirigente, elogiou sua liderança política e afirmou ter certeza de que ela ajudará a “resgatar o Brasil” em Brasília.
O senador também agradeceu ao presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, pelo apoio declarado à sua candidatura em São Paulo. Apesar do gesto, a tendência é que o partido mantenha posição de neutralidade na disputa presidencial em âmbito nacional, deixando os diretórios estaduais livres para definir seus apoios.
Ao longo do discurso, Flávio reforçou a proximidade com Tarcísio de Freitas, voltou a afirmar que o governador foi escolhido por Jair Bolsonaro com base em critérios técnicos e disse que pretende adotar o mesmo modelo em um eventual governo federal, montando uma equipe com “homens e mulheres preparados, íntegros e de fé”.
O candidato também voltou a atacar o presidente Lula. Disse que o atual governo destruiu o legado de Jair Bolsonaro, promove “miséria, desesperança e dívida” e acusou o governo federal de perseguir administrativamente São Paulo por considerar Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes adversários políticos. Flávio prometeu atuar em parceria com os dois, caso seja eleito, facilitando o acesso do estado e dos municípios a financiamentos federais.