Considerado uma prévia da inflação oficial do país, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), registou queda de 0,40% em agosto, após alta de 0,06% em julho. É a primeira deflação desde agosto de 2025, quando a prévia ficou em -0,14%.

Com esse resultado, o índice acumula alta de 3,09% no ano e, em 12 meses, de 4,24%, abaixo dos 4,52% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (26) pelo IBGE.
Das nove classes de despesas usadas para cálculo do IPCA-15, o destaque foi Habitação, que passou de uma alta de 0,97% em julho para queda de 1,41% em agosto, sendo o principal impacto negativo no índice geral, que recuou 6,25%, em decorrência da incorporação do Bônus de Itaipu.
No grupo alimentação e bebidas, a queda em agosto foi de 0,57%. Destaque para redução nos preços do tomate (-27%), da batata-inglesa (-25%) e da cenoura (-17%).
Em termos regionais, todas as onze áreas pesquisadas pelo IBGE tiveram variações negativas em agosto. A menor foi registrada em Curitiba (-0,82%), por conta dos recuos da passagem aérea (-15,34%) e da energia elétrica residencial (-4,83%).
O IPCA-15 é calculado com base no consumo das famílias com rendimento entre um e 40 salários mínimos. O indicador abrange nove regiões metropolitanas: Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba; além das cidades de Brasília e de Goiânia.
