A Petrobras espera concluir em 20 dias a perfuração do poço de petróleo na bacia da Foz do Amazonas para mensurar o volume de óleo na região. A pesquisa no poço pioneiro de Morpho, a 175 quilômetros da costa do Amapá, também vai confirmar a viabilidade comercial da jazida.
A descoberta de petróleo foi detalhada pela presidente da estatal, Magda Chambriard, durante visita oficial do presidente Lula a Oiapoque. A executiva destacou que o projeto de pesquisa na Margem Equatorial já mobilizou mais de 300 milhões de dólares em investimentos.
A Petrobras solicitou ao Ibama a concessão de licenças complementares para perfurar outros três poços no bloco exploratório. A diretoria da companhia informou que enviou dados técnicos adicionais demandados pelo órgão ambiental para dar sequência aos estudos geológicos.
Magda Chambriard reiterou que ainda não dá pra saber qual o volume de petróleo há na área da descoberta.
O Ministério Público Federal enviou ofício ao Ibama estipulando prazo de 5 dias para que o órgão preste esclarecimentos detalhados sobre os pedidos de novas perfurações marítimas. Os procuradores apontam preocupações com impactos socioambientais cumulativos sobre a fauna marinha e comunidades tradicionais da costa amazônica.
O presidente Lula visitou o navio-sonda responsável pelas operações em alto-mar e classificou o achado como um marco para a soberania nacional e a segurança energética. Em pronunciamento, o presidente rebateu questionamentos externos à exploração de combustíveis fósseis na região; prometeu proteção ambiental e defendeu a autonomia brasileira no setor.
Depois de meses de afastamento, o amapaense Davi Alcolumbre, presidente do Senado, foi só elogios ao presidente Lula pela descoberta que promete impulsionar a economia do Estado.