A União Europeia estuda formas de reagir à crise migratória na Espanha. Aproximadamente 60 mil imigrantes do Marrocos entraram no território espanhol de Ceuta em 24 horas. O número representa mais de 70% da população da cidade autônoma, localizada na costa norte do continente africano.
Segundo o Ministério do Interior da Espanha, 48 mil imigrantes retornaram voluntariamente ao Marrocos.
Mesmo sem fazer fronteira terrestre com a Espanha, a Itália anunciou nesta sexta-feira a suspensão unilateral do Acordo de Schengen, que permite a livre circulação de pessoas entre 29 países europeus.
A medida também afeta pessoas que viajam de avião ou de barco entre os dois países.
A Finlândia defendeu que a Espanha seja excluída do tratado. A França anunciou que vai reforçar o policiamento na fronteira.
No continente americano, o Departamento de Estado dos Estados Unidos também se manifestou e afirmou que a crise é resultado direto da política migratória espanhola.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, viajou para Ceuta, onde foi recebido com insultos por manifestantes. Em discurso, o premiê afirmou que o governo vai usar todos os recursos para garantir a segurança da população espanhola.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, condenou as imagens da crise migratória e pediu a interrupção imediata das travessias perigosas.
As autoridades investigam se redes de tráfico de pessoas incentivaram ou organizaram as travessias.
Os embaixadores dos países da União Europeia foram convocados para uma reunião extraordinária na segunda-feira para discutir a crise.