Defesa de Flávio Bolsonaro tentou quatro vezes transferir de Dino para Mendonça investigação de filme

Defesa de Flávio Bolsonaro tentou quatro vezes transferir de Dino para Mendonça investigação de filme

leandro santos
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, liberou, na noite dessa sexta-feira(11), o sigilo de mais documentos do caso Master. Entre os processos revelados estão casos que envolvem figuras como o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, além de Ciro Nogueira, do PP, Cláudio Castro, do PL, e Jaques Wagner, do PT.


Flávio Bolsonaro é investigado pela Polícia Federal em um inquérito aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme biográfico "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O procedimento foi autorizado em julho pelo ministro André Mendonça, do STF, após pedido da PF. A defesa do senador tentou quatro vezes transferir do ministro Flávio Dino para Mendonça.

A Procuradoria-Geral da República pediu a retirada do sigilo de mais documentos do caso Master, sob o argumento de que liberar apenas parte da documentação poderia induzir a uma ideia equivocada de transparência. Segundo a PGR, a lista de documentos enviada pelo ministro André Mendonça omitiu a maior parte dos procedimentos ligados à investigação mais ampla da Polícia Federal.

Mendonça atendeu ao pedido e retirou o sigilo de 18 processos envolvendo o caso Master. Além disso, também liberou o sigilo de mais 20 processos. Mais cedo, os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin encaminharam ofícios ao presidente do STF defendendo medidas semelhantes às propostas pela PGR para ampliar o acesso aos documentos relacionados ao caso Master.

Zanin solicitou acesso a uma mídia específica relacionada ao caso. Segundo o ministro, o material é necessário para a análise de requerimentos que serão apreciados pelo tribunal na próxima semana. Moraes defendeu o levantamento integral do sigilo dos procedimentos relacionados ao caso Master. O ministro criticou o que classificou como uma retirada "seletiva" do sigilo e afirmou que parte das peças e dos documentos ainda não foi disponibilizada aos integrantes da Corte.

Segundo Moraes, foram excluídos 180 documentos e arquivos digitais do conjunto de procedimentos liberados aos ministros. Para ele, a disponibilização parcial do material prejudica a análise completa dos fatos investigados.

O ministro também pediu que duas petições relacionadas ao caso sejam julgadas em conjunto: uma que trata de mensagens trocadas entre ele e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e outra que reúne relatórios sobre a atuação de Mendonça em investigações. Segundo Vera Magalhães, comentarista da rádio CBN e do jornal O Globo, Fachin deve negar o pedido. O julgamento está marcado para a próxima terça-feira (15).
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