Dez pessoas são presas em operação que investiga infiltração do PCC no transporte coletivo em SP

Dez pessoas são presas em operação que investiga infiltração do PCC no transporte coletivo em SP

leandro santos
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Dez pessoas foram presas na operação da manhã desta quinta-feira (17) que investiga infiltração do PCC no poder público e no transporte coletivo em São Paulo. A operação cumpre 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão.

O Ministério Público e a Polícia Civil apontam que cerca de metade das empresas que operam o transporte coletivo de São Paulo estaria sob controle do Primeiro Comando da Capital. São 12 das 22 companhias da capital paulista.

A apuração faz parte da operação de hoje, que inclui mandado de prisão contra o ex-presidente da Câmara Municipal Milton Leite. Segundo a investigação, ele é citado como responsável direto pela operação de algumas das empresas atribuídas à facção e é considerado foragido.

Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans, e Danilo Marco Morgado Silva, candidato a deputado estadual, também tiveram mandados de prisão cumpridos. A defesa de Levi diz que ele foi surpreendido e que tem confiança nos meios cabíveis para revogar a prisão.

A Prefeitura de São Paulo foi questionada sobre o risco de a operação afetar o transporte público da capital. Em resposta, afirmou que não há risco de interrupção do serviço.

A Operação Vectura Corrupta é realizada nesta manhã pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes de Mogi das Cruzes, com apoio do Gaeco e do Ministério Público de São Paulo.

Os policiais foram até a casa de Milton Leite, nesta quinta-feira (17), para cumprir um mandado de prisão, mas não o encontraram no imóvel. Em nota, Milton Leite afirmou que está em viagem, que não está foragido e que vai se apresentar às autoridades em até 24 horas. Ele também disse que vai provar a inocência em todas as acusações.

A investigação aponta que decisões estratégicas sobre empresas de transporte suspeitas de ligação com o PCC dependeriam do conhecimento ou da aprovação política de Milton Leite.

No pedido que embasou a operação, ele é citado como responsável direto pela operação de algumas empresas que, segundo a investigação, seriam controladas pela facção, inclusive a Transwolf na qual ele seria dono.
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