Durante um evento público marcado para o final do dia de hoje, na Avenida Paulista, em São Paulo, o Presidente Lula vai assinar as medidas que proíbem a partir de agora as práticas de jogos eletrônicos online, as conhecidas Bets, interrompendo uma escalada brutal de endividamento da população, especialmente das pessoas mais pobres, em consequência da jogatina que tomou conta do país.
Essa medida já vem sendo discutida há bastante tempo, a partir do momento em que autoridades financeiras, responsáveis pelo controle monetário, passaram a constatar que os jogos online, comandados por gigantes plataformas internacionais, muitas delas associadas a empresas brasileiras, vêm promovendo um endividamento das famílias muito acima de qualquer possibilidade, a ponto de tirarem dos brasileiros, somente no ano de 2025, a soma estratosférica de US$ 62,5 bilhões.
O Governo do Presidente Lula tem a plena visão de que o avanço das opostas tem drenado de maneira descomunal o orçamento das famílias, comprometendo o consumo de bens e serviços essenciais, prejudicando o comércio varejista, e levando a um endividamento na maioria dos casos impossível de ser pago.
Até mesmo programas de reparação e compensação social, como o Bolsa Família, vêm sendo utuilizado para essas práticas, num papel inverso às ações governamentais.
Enquanto o Bolsa Família serve para tirar dinheiro de setores mais robustos para transferi-lo às pessoas mais vulneráveis, sanando a fome e a miséria, as Bets fazem um caminho inverso: estão retirando dos mais pobres o dinheiro que guardavam debaixo do colchão ou na poupança, para tentar a sorte, que é prometida de maneira fácil e escancarada por poderosos grupos econômicos, quase todos do exterior, que tiram dos pobres para engordar sempre os mais ricos.
Além do aspecto financeiro, as jogatinas eletrônicas têm trazido à população um mal classificado como Ludopatia, que passou a ser tratado como problema grave de saúde pública.
Por esse mal, que afeta a mente dos endividados, o Sistema Único de Saúde (SUS) passou a ser impactado, passando a tratar dos dependentes. O caso é de tamanha gravidade que já existem projetos para fazer as empresas que realizam os jogos a ressarcir o SUS pelos dados causados pela ludopatia. Outro problema preocupante, é que o comprometimento da mente, além da busca por saúde no SUS, tem afastado milhares de trabalhadores das suas atividades funcionais, afetando as famílias e a economia nacional.
O mercado brasileiro foi invadido por grandes empresas mundiais, sendo hoje verificado que mais de 20 poderosos grupos atuam no Brasil, com origem nos Estados Unidos, na Grécia, e outros países, algumas delas com faturamento só no Brasil superior a 1,4 bilhões de dólares, dinheiro que é tirado dos pobres e abastece os muito ricos.
Está havendo uma gritaria enorme em reação às medidas anunciadas pelo governo, o que é compreensível pelo fato de tratar-se de grandes grupos econômicos, com poder de influência no campo político, em seguida, porque muitos desses grupos estrangeiros estão associados a grupos de mídia locais, como grandes redes de televisão.
A argumentação de que o fim das Bets acabaria com o futebol brasileiro, porque interromperia o financiamento que fazem, é totalmente falsa, pois as levantamentos oficiais constatam que apenas 7% do financiamento dos clubes vem desse setor.
No outro lado, porém, as pesquisas de opinião pública constatam que mais de 70% das pessoas entrevistadas defendem o fim das Bets e cerca de 84% compreendem que elas são um mal para os brasileiros.