INSS: Mendonça solta 3 investigados e cancela tornozeleira de outros 3

INSS: Mendonça solta 3 investigados e cancela tornozeleira de outros 3

leandro santos
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Brasília (DF) 07/06/2023 - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça durante  julgamento do marco temporal de terras indígenas. O caso põe em lados opostos ruralistas e povos originários, e está parado na Corte desde 2021.O tema tem relevância porque será com este processo que os ministros vão definir se a tese do marco temporal tem validade ou não. O que for decidido valerá para todos os casos de demarcação de terras indígenas que estejam sendo discutidos na Justiça.
Foto: José Cruz/Agência Brasil
© JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL

Três investigados pela Operação Sem Desconto, que apura descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), foram soltos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). As decisões foram publicadas na noite dessa terça-feira (8).

São eles o ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho; e a empresária Thaisa Hoffmann Jonasso, esposa de Virgílio. A defesa já fez o procedimento para liberação nesta manhã.

O outro liberado pela decisão do ministro foi Samuel Chrisostomo do Bomfim Junior, contador da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). Segundo a investigação, ele teria atuado por meio de diversas empresas utilizadas para recebimento, circulação e dissimulação de valores.

No lugar da prisão, o ministro determinou medidas como tornozeleira eletrônica e proibição de contato com outros investigados.

De acordo com André Mendonça, a medida não é uma antecipação de julgamento. Significa apenas que, na atual fase da investigação, a prisão não é mais necessária para proteger a apuração.

Dispensa de tornozeleira

Além das solturas, o ministro afrouxou as medidas cautelares contra outros três investigados.

José Carlos Oliveira, que depois passou a se chamar Ahmed Mohamad Oliveira, foi chefe do INSS e ministro do Trabalho no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele teria recebido propina para facilitar os interesses da Conafer.

Pedro Alves Corrêa Neto ocupou cargos altos no Ministério da Agricultura e teria recebido propina entre 2022 e 2024. E Gilmar Stelo, que seria um intermediário financeiro do esquema.

Eles vão deixar de usar a tornozeleira eletrônica, mas estão proibidos de entrar em contato com outros investigados; frequentar unidades do INSS ou de entidades com as quais eles tenham tido alguma relação e deixar o país.

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