Réus são condenados a mais de 20 anos pela morte de sargento da PM em Teresina

Réus são condenados a mais de 20 anos pela morte de sargento da PM em Teresina

leandro santos
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A Justiça do Piauí condenou dois homens pelo latrocínio que resultou na morte do sargento da Polícia Militar do Piauí Jurandir Pereira de Oliveira, em dezembro de 2024, em Teresina. João Pedro da Silva Santos foi condenado a 21 anos e 4 meses de reclusão, enquanto Walisson da Silva Sousa recebeu pena de 24 anos e 8 meses. As penas deverão ser cumpridas inicialmente em regime fechado.

A sentença foi proferida pelo juiz Antônio Oliveira, titular da Vara de Delitos de Roubo da Comarca de Teresina. O magistrado também manteve os dois réus presos e negou o direito de recorrer em liberdade, apontando a gravidade concreta dos fatos e o risco de reiteração criminosa. Segundo a decisão, outras medidas cautelares não seriam suficientes para garantir a segurança da coletividade.

A decisão é de primeira instância e ainda pode ser contestada pelas defesas.

 


 

Como ocorreu o crime

O sargento Jurandir foi baleado durante uma tentativa de assalto na manhã de 9 de dezembro de 2024, em frente a uma padaria no bairro Gurupi, zona Sudeste de Teresina. Segundo a investigação, os criminosos chegaram ao local em um carro e uma motocicleta.

O policial tentou se proteger atrás de um veículo estacionado, mas foi atingido por disparos no abdômen e no ombro. Mesmo ferido, reagiu e atirou contra os suspeitos. Sávio Guilherme dos Santos Costa, que pilotava a motocicleta, foi atingido na cabeça e morreu ainda no local.

Jurandir foi socorrido e levado ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT), onde permaneceu internado por cinco dias. Ele morreu em 14 de dezembro de 2024.

Participação dos condenados

De acordo com a sentença, a investigação apontou que Walisson participou do roubo do carro utilizado na ação. O veículo havia sido roubado horas antes e, segundo os investigadores, foi usado pelo grupo para circular pela cidade em busca de vítimas.

Um dos elementos utilizados na investigação foi uma carteira atribuída a Walisson, encontrada dentro do automóvel após o abandono do veículo. 

João Pedro, por sua vez, foi apontado como o homem que estava na garupa da motocicleta e efetuou os disparos contra o sargento. A motocicleta utilizada na ação pertencia ao irmão dele e foi localizada após o confronto.

A investigação identificou sete pessoas envolvidas na ação, incluindo os dois condenados, adolescentes e Sávio Guilherme, que morreu durante o confronto com o policial.

Segundo o delegado Bruno Ursulino, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o grupo pretendia realizar um assalto em uma padaria que já havia sido alvo dos criminosos anteriormente. Jurandir teria sido abordado após ser identificado como um obstáculo para a ação.

Depois dos disparos, os envolvidos fugiram no carro utilizado na ação, que acabou colidindo e foi abandonado. A motocicleta também foi deixada no local.

As investigações realizadas pelo DHPP levaram à prisão de João Pedro e, posteriormente, de Walisson. Outros envolvidos eram adolescentes e foram submetidos às medidas previstas na legislação específica.

 

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