O Corinthians recebeu uma proposta de R$ 120 milhões da Fatal Model para assumir, por um ano, o principal espaço publicitário da camisa do clube. A oferta foi apresentada neste domingo (27), após a Medida Provisória (MP) do Governo Federal que proibiu a exploração, oferta e publicidade de apostas de quota fixa no Brasil, afetando diretamente o atual patrocínio máster do time com a Esportes da Sorte.
PROPOSTA PREVÊ CONTRATO DE UM ANO
A Fatal Model, empresa de anúncios de acompanhantes, propôs um contrato de 12 meses para ocupar o espaço atualmente destinado à Esportes da Sorte.
O valor oferecido é de R$ 120 milhões pelo período. A proposta surge em um momento em que o Corinthians precisa avaliar alternativas para o principal espaço comercial de seu uniforme.
O clube recebe atualmente R$ 150 milhões fixos por ano da Esportes da Sorte, com possibilidade de chegar a R$ 200 milhões conforme o cumprimento de metas previstas no contrato.
A nova proposta não representa a substituição do atual acordo que o Corinthians mantém com a Fatal Fans, empresa ligada ao Grupo Fatal Model.
O contrato da Fatal Fans com o clube é válido até o fim de 2027 e prevê pagamento de R$ 22 milhões, com a marca estampada no calção da equipe masculina. O acordo também envolve outras modalidades do clube.
No futebol feminino, a empresa utiliza o espaço no uniforme para uma campanha de conscientização sobre violência contra a mulher, em vez de exibir a própria marca.
A Fatal Fans também se disponibilizou a assumir o pagamento dos salários da atacante Gisela Robledo, caso a renovação do contrato da jogadora seja efetivada até 31 de agosto de 2027.
A proposta da Fatal Model ocorre após o governo federal publicar uma Medida Provisória (MP) que proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa e jogos on-line no país. As plataformas deverão sair do ar a partir de 6 de outubro, enquanto a medida ainda precisa passar pela análise do Congresso Nacional.
A Esportes da Sorte é patrocinadora máster do Corinthians desde julho de 2024 e possui contrato com o clube até dezembro de 2029.
Antes do anúncio da proibição, a empresa já havia comunicado ao Corinthians a possibilidade de ser impedida de continuar operando, situação que poderia afetar o vínculo comercial.
Internamente, o clube esperava que eventual proibição viesse acompanhada de um período de transição para os contratos de patrocínio, o que não ocorreu.
MAIS DA METADE DOS PATROCÍNIOS
O impacto sobre o Corinthians é significativo. Segundo dados do clube referentes a 2026, os contratos de patrocínio do uniforme representam R$ 276,7 milhões em receitas previstas para o ano.
Desse total, R$ 150 milhões correspondem ao contrato da Esportes da Sorte, o que representa cerca de 54,2% do valor previsto com os patrocinadores do uniforme.
Com a mudança no mercado de apostas, o Corinthians passou a avaliar alternativas para ocupar o espaço máster da camisa e acompanha os desdobramentos da MP no Congresso.