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A greve dos trabalhadores dos Correios chegou ao fim nesta quinta-feira (24). Após determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), a categoria votou pela volta aos postos de trabalho.
Em julgamento, a Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) havia considerado a paralisação não abusiva e determinado o retorno dos empregados ao trabalho a partir desta sexta-feira (25), o que foi acatado.
As assembleias foram realizadas logo após a decisão. Em São Paulo e na Paraíba, por exemplo, os trabalhadores aprovaram o fim da greve e orientaram retorno ao trabalho ainda na quinta, a partir das 22h.
O tribunal determinou reajuste salarial de 4,09%, retroativo à data-base de 1º de agosto, com reflexos em benefícios como vale-refeição e alimentação, vale-transporte, reembolso-creche e reembolso-babá.
A greve começou em 10 de setembro, após um impasse nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027, e mobilizou trabalhadores dos Correios em diferentes regiões do país.
Além de determinar o fim da paralisação, o TST autorizou, de forma excepcional, a compensação dos dias parados por meio de mutirões aos finais de semana para reduzir o volume de encomendas e correspondências acumulado. Também votou pela manutenção de 73 cláusulas do Acordo Coletivo.
Como ficou o principal ponto de divergência?
O sindicato informou ainda que aguarda a publicação do acórdão completo para analisar detalhes da decisão, especialmente em relação ao plano de saúde, o principal ponto de divergência entre os trabalhadores e os Correios.
"O plano de saúde, um dos principais pontos da Campanha Salarial 2026/2027, também foi tratado no julgamento. No entanto, a redação aprovada pelo Tribunal ainda não está disponível. O Departamento Jurídico do Sindicato fará a análise assim que o acórdão for divulgado e prestará os esclarecimentos necessários aos trabalhadores", escreveu o sindicato.
Em nota, o TST disse que a ECT não será mais a empresa mantenedora do plano de saúde. "Os Correios oferecerão um subsídio empresarial ao disponibilizar aos empregados o Benefício de Assistência à Saúde, de adesão facultativa, conforme as condições estabelecidas no respectivo regulamento. Até a implementação do novo modelo, vale o atual Plano Correios Saúde II", explicou.
Os trabalhadores defendiam a manutenção do modelo atual, em que os Correios atuam como mantenedores do benefício. Segundo a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), uma eventual mudança no modelo do plano pode aumentar os gastos das famílias com o benefício.
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O SBT News acionou os Correios para posicionamento e aguarda retorno.