Foto: Joédson Alves/ Agência Brasil

As federações e os sindicatos dos trabalhadores dos Correios decidiram, em assembleias simultâneas, deflagrar uma greve por tempo indeterminado em todo o país. No Piauí, a categoria também aderiu ao movimento e cobra avanços nas negociações com a empresa.
Entre as principais reivindicações estão a manutenção do pagamento de 62% do plano de saúde pelos Correios, reajuste de 4,35% nos salários, gratificações e ticket-alimentação, além do pagamento do benefício conhecido como “vale-peru”, concedido aos funcionários no período de Natal. Os trabalhadores também são contrários ao fechamento de agências da empresa.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Piauí (Sintect-PI), Edilson Rodrigues, o plano de saúde é o principal ponto de divergência nas negociações.
“O principal foco é a questão do plano de saúde, sem falar que temos outros problemas oriundos de anos passados. E agora a empresa também tomou a decisão de fechar agências em todo o país. O Piauí também não é diferente, já fechou uma e tem estudos para fechar, inclusive, agências dos Correios no interior, o que é um absurdo”, afirmou.
Foto: Eduardo Costa/Cidadeverde.com

De acordo com o sindicato, os Correios do Piauí possuem atualmente cerca de 1.100 trabalhadores, com o quadro de funcionários reduzido após a adesão de funcionários a um Programa de Demissão Voluntária.
O Sintect-PI afirma ainda que tentou chegar a um acordo com a empresa antes da paralisação, inclusive durante reunião realizada junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), mas não houve avanço nas negociações.
Em nota, os Correios informaram que apresentaram uma proposta que contempla 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente. Segundo a empresa, a proposta inclui o reajuste correspondente a 100% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) sobre salários e benefícios, com vigência a partir de 1º de agosto, além da manutenção da assistência à saúde dos empregados.
A empresa também informou que, diante da paralisação, está executando o Plano de Continuidade de Negócios, com o objetivo de manter os serviços e minimizar possíveis impactos aos clientes. Entre as medidas adotadas estão o remanejamento de equipes, o reforço das atividades operacionais e ações logísticas específicas para preservar a regularidade das entregas em todo o país. Confira a nota no final da matéria.
Enquanto a greve segue por tempo indeterminado, os trabalhadores aguardam uma nova rodada de negociações com a empresa.
“Agora estamos aguardando a orientação nacional dos sindicatos e, certamente, a empresa chamar para tentar ver uma via de fato, uma negociação de fato, que possa atender aos anseios da nossa categoria”, concluiu Edilson Rodrigues.
Nota dos Correios
Diante do anúncio de paralisação por entidades sindicais, os Correios executam seu Plano de Continuidade de Negócios, com medidas para garantir a manutenção dos serviços e minimizar eventuais impactos aos clientes.
Entre as ações estão o remanejamento de equipes, o reforço das atividades operacionais e a adoção de medidas logísticas específicas para preservar a regularidade das entregas em todo o país.
A empresa esteve empenhada na construção de uma solução negociada e apresentou uma proposta que contemplava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente. Entre os pontos, estão o reajuste de 100% do INPC sobre salários e benefícios, com vigência a partir de 1º de agosto, e a manutenção da assistência à saúde dos empregados.
Os Correios reafirmam seu compromisso com a valorização dos empregados e a continuidade da prestação dos serviços postais à população brasileira.
Mais informações serão divulgadas oportunamente.