O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou uma ação de investigação contra o candidato à Presidência do PL, Flávio Bolsonaro, e o advogado Willer Tomaz por suposto abuso de poder econômico. A decisão é do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira.
O pedido de investigação tinha sido apresentado pela deputada Luciene Cavalcante (PSOL-SP). Ela questionava a utilização de um apartamento na capital paulista para atividades de campanha presidencial de Flávio sem a devida declaração de custos.
O apartamento pertenceu a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, e teria sido utilizado pelo candidato do PL por alguns dias na primeira quinzena de agosto, segundo a revista Piauí.
O imóvel foi comprado por Zettel por R$ 5 milhões em 2025 e, meses depois, vendido por R$ 3,3 milhões a uma empresa do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro e alvo recente da operação Sem Desconto da Polícia Federal.
Na decisão, o ministro explicou que a ação não pode prosseguir porque a candidata concorre em uma eleição para deputada, enquanto o questionamento envolve a disputa para a Presidência.
“Desse modo, impõe-se o indeferimento da petição inicial, tendo em vista a ausência de interesse processual da candidata ao cargo de deputada federal para ajuizar ação de investigação judicial eleitoral em face de candidato à eleição presidencial”, explica.