O embate entre Lula e Flávio Bolsonaro em torno da quebra de sigilos continua. A campanha do candidato do PL cobrou em petição durante a madrugada desta sexta ao Tribunal Superior Eleitoral que Lula torne público os dados do cartão corporativo. No entanto, a campanha do petista já havia entregado ao TSE todas as quebras ainda ontem à noite inclusive as informações do cartão corporativo da presidência; do ex-chefe de gabinete Marcola; e da lobista Roberta Luchsinger.
Nesta sexta, Camilo Santana, coordenador da campanha de Lula, disse que o “Flávio tesouraço” fugiu do desafio do presidente Lula e que não entregou “absolutamente nada”.
A campanha de Lula recorreu ontem à noite da decisão do ministro André Mendonça que rejeitou a possibilidade de o TSE intermediar o acordo para a abertura dos dados dos candidatos. Os advogados do PT entregaram um malote de documentos físicos contendo os sigilos solicitados.
Depois disso, a campanha de Flávio liberou a abertura de sigilo e entrou com petição cobrando a liberação para que sejam abertos os dados dos cartões corporativos de Lula e a lista de visitas ao gabinete presidencial. Flávio argumentou que esses dados devem ser públicos e que não precisaria de autorização para que fossem expostos. Segundo o senador, “a questão é puramente política e não judicial”.
Nesta quinta pela manhã, os dois candidatos apresentaram uma petição conjunta dirigida ao ministro da corte. No pedido ambos autorizam a quebra imediata, total e simultânea dos seus sigilos, incluindo as relações com Daniel Vorcaro, ex-dono do Master e com a Alcazar Holding, empresa de Willer Tomaz, advogado e amigo de Flávio, na qual a Polícia Federal investiga a relação dos dois e a suposta prática de lavagem de dinheiro.
A defesa de Lula recusa que os próprios candidatos façam a divulgação dos documentos e exige que o TSE requisite os dados diretamente às fontes oficiais, como o Banco Central e a Receita Federal.
Segundo a campanha, apenas o controle judicial garante a integridade da informação e evita fraudes processuais.
O desafio foi proposto por Lula ao vivo no debate realizado no domingo, pelo grupo Bandeirantes. Antes, a equipe de Flávio chegou a dizer que só liberaria os sigilos depois que analisassem os dados do petista.
