Após o fim das apurações do primeiro turno das eleições, neste domingo, que encaminharam a disputa à Presidência para o segundo turno, o presidente e candidato à reeleição Lula, do PT, já deu indícios de qual será o tom da campanha petista ao longo do mês de outubro.
Falando com aliados e jornalistas no salão de um hotel, no centro da cidade de São Paulo, onde acompanhou as apurações, o presidente agradeceu os votos que recebeu e disse que a partir de amanhã começará uma nova campanha.
Lula criticou o adversário Flávio Bolsonaro, do PL, que largou na frente na disputa por 2 pontos percentuais, dizendo que o Brasil conhecerá melhor, nos próximos 20 dias, a biografia “desastrosa” da família Bolsonaro, incluindo o senador.
Neste sentido, o presidente citou, entre outros pontos, as ligações entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, reveladas há alguns meses.
Para o petista, o eleitor terá condições de captar melhor sobre o assunto já que agora enfrentará somente Flávio no que ele classificou como “mata-mata”, ou “tete-a-tete”.
Fez, também, um apelo aos 21 milhões de eleitores que se abstiveram de votar, afirmando que o voto deles no segundo turno definirá o futuro do Brasil.
Em relação ao campo de propostas, Lula voltou a citar programas do governo federal, como o Nova Indústria Brasil e o Pé-De-Meia, tópicos que tem sido também a tônica da campanha há alguns meses.
No campo econômico, um dos temas centrais da disputa eleitoral, Lula declarou que ninguém no país tem autoridade moral para criticar ele e o vice-presidente Geraldo Alckmin, declarando que foi no mandato dele que, pela primeira vez, o país teve superávit primário.
Ao fim, o presidente se direcionou ao candidato derrotado do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, declarando que se frustou com a vitória de Tarcísio de Freitas, do Republicanos, no estado.
Avaliou, contudo, que quem perdeu a disputa estadual não foi Haddad, mas sim o próprio povo de São Paulo, já que o ex-ministro da Fazenda é uma “jóia” paulista e que Tarcísio não fez nada pelo estado.
Lula e Alckmin, ao lado de aliados, disseram, por fim, estarem confiantes de que a chapa vencerá no segundo turno das eleições, e que o petista comandará o Planalto pela 4ª vez.