Os candidatos Flávio Bolsonaro e Lula começam as articulações para tentar conquistar os votos de quem optou por outros nomes ou deixou de ir às urnas no primeiro turno.
Hoje, Flávio irá a Goiânia selar o apoio do ex-governador Ronaldo Caiado, que recebeu 2,6 milhões de votos no domingo. Aliados do candidato do PL já ventilam a entrega de um eventual Ministério da Segurança Pública a Caiado, pauta central da campanha do ex-governador ao Planalto.
O ex-candidato do Novo, Romeu Zema, já declarou apoio a Flávio Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro dedicou a segunda-feira a reuniões internas para desenhar alianças para o segundo turno e definir os roteiros de suas primeiras viagens. No fim da tarde, o candidato também recebeu o apoio formal do ex-presidente da República Michel Temer.
À noite, Flávio se reuniu em Brasília com o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que aposta no desgaste do PT para que a vitória do aliado seja confirmada.
Sem chance de aliança com os candidatos perdedores da direita, Lula vai focar a estratégia no eleitor que deixou de votar no domingo e na ofensiva contra o STF. O índice de abstenção no primeiro turno atingiu a marca de mais de 33 milhões de brasileiros, o equivalente a 21% do eleitorado apto a votar, maior patamar em quase 30 anos.
Após voltar a Brasília e reunir a coordenação no Palácio da Alvorada, o presidente Lula realizou um encontro ampliado com candidatos eleitos e derrotados em um hotel da cidade para reorganizar os comitês regionais e recuperar os votos perdidos em relação a 2022.
No discurso, Lula afirmou que a prioridade nas próximas três semanas será reconquistar o eleitor ausente para viabilizar a virada na eleição.
