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A dois dias do primeiro turno das eleições gerais, embaixadas estrangeiras consultadas pelo SBT News atualizaram as orientações de segurança a seus cidadãos no Brasil com alertas específicos para o período eleitoral.
Alemanha, Reino Unido, Canadá, Irlanda e Austrália estão entre os países que emitiram ou atualizaram alertas diante da possibilidade de atos políticos, protestos, confrontos com a polícia e reforço das medidas de segurança antes, durante e depois da votação.
No caso do governo britânico, a atualização de 29 de setembro do Ministério das Relações Exteriores destacou que “até mesmo eventos pacíficos podem se tornar confrontacionais e violentos”, com o alerta de que “a polícia já usou balas de borracha e gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes”.
Em um aviso mais amplo, Londres relembrou as explosões que ocorreram na Praça dos Três Poderes em 13 de novembro de 2024. Na ocasião, um homem morreu após detonar um artefato explosivo em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto outra explosão atingiu um carro em um estacionamento próximo.
Na mesma linha, a Alemanha reforçou em 1º de outubro que “não se pode excluir a ocorrência de manifestações de motivação política, protestos espontâneos e, eventualmente, distúrbios violentos”.
“Reuniões políticas podem evoluir de forma dinâmica e levar, em curto prazo, a transtornos no trânsito, bloqueios ou confrontos violentos”, diz o comunicado.
Irlanda e Canadá também incluíram um tópico exclusivo sobre as eleições em suas páginas de recomendações para turistas e cidadãos no Brasil.
“Pode haver atos políticos, manifestações e aumento das medidas de segurança antes, durante e depois das eleições. Os cidadãos irlandeses no Brasil são aconselhados a: evitar áreas onde estejam ocorrendo manifestações e grandes aglomerações; seguir as instruções das autoridades locais; acompanhar a imprensa local para obter as informações mais recentes”, disse o Ministério das Relações Exteriores e Comércio irlandês.
Esses países já classificavam o Brasil em nível de “alto grau de cautela” por causa de riscos de saúde e de segurança, como criminalidade, doenças transmitidas por mosquitos e problemas em determinadas regiões.