VÍDEO: deputado eleito Márcio Canella e delegado Marcus Amim são presos em operação da PF no RJ

VÍDEO: deputado eleito Márcio Canella e delegado Marcus Amim são presos em operação da PF no RJ

leandro santos
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A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (15), o deputado estadual eleito pelo União Brasil Márcio Canella. A ação é mais uma fase da Operação Unha e Carne. Também foi preso o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil.

Canella já havia sido preso em julho, pela PF, por porte ilegal de um fuzil. A prisão em flagrante foi revertida na Justiça. Na época, ele era pré-candidato ao Senado, mas acabou saindo da disputa e partindo para a Alerj. Canella foi eleito com 197.178 votos no início do mês, sendo o segundo deputado mais votado do estado.

Essa é a oitava fase da Operação Unha e Carne, que tem como objetivo desarticular uma organização criminosa armada suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro como plataforma de lavagem de dinheiro. O grupo investigado conta com a participação de agentes públicos e articulação político-institucional.

Na ação de hoje, policiais federais cumpriram seis mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo. A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento dos mandados contra os policiais civis investigados.

Além de Márcio Canella, do União Brasil, segundo deputado estadual mais votado das últimas eleições, também foram presos Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil do Rio, e Christiano Gaspar Fernandes, secretário municipal de Ordem Urbana de Belford Roxo.

Os outros três nomes envolvidos e presos são da Polícia Civil. São eles: Giovanni Gaspar Fernandes, José Carlos Alves de Souza Júnior e Pablo Jukia Felix Ferreira.

A Justiça determinou ainda o sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede de lavagem de dinheiro. Desse total, 96 são postos de combustíveis utilizados para camuflar e legalizar recursos de origem criminosa.

De acordo com as investigações, o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), enviado à Polícia Federal.

Além do crime de organização criminosa armada, os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel, além de outros crimes que poderão surgir no decorrer das investigações.

A ação de hoje se insere no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela Polícia Federal que visa desarticular organizações criminosas atuantes no estado do Rio de Janeiro, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 635. A operação foi tema da reunião realizada no último dia 6 de outubro entre a direção-geral da PF e o ministro Alexandre de Moraes, no STF.

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