Minas Gerais confirma 33 casos de mpox; Brasil registra 665 em 2026

Minas Gerais confirma 33 casos de mpox; Brasil registra 665 em 2026

leandro santos
0

Minas Gerais contabiliza 33 casos de mpox em 2026, após Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, confirmar o primeiro diagnóstico da doença no município, no sábado (31). No estado, a maioria das ocorrências envolve pessoas com idade entre 15 e 34 anos, segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Em âmbito nacional, o Brasil soma 665 casos neste ano, conforme informou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em publicação no sábado (31).
CASOS DE MPOX TAMBÉM AVANÇAM EM OUTROS ESTADOS
O cenário nacional inclui registros em diferentes regiões do país. O Rio de Janeiro, por exemplo, confirmou 211 casos em 2026, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde fluminense. Na capital, foram 74 diagnósticos entre setembro e outubro. Já em São Paulo, o total chegou a 268 casos até 1º de novembro, conforme levantamento divulgado pela Folha de S.Paulo.


Ao comentar os números nacionais, Padilha afirmou que o país mantém vigilância em conjunto com estados e municípios e que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para diagnosticar, tratar e acompanhar os pacientes. O ministro também anunciou o reforço no envio de vacinas para o Rio de Janeiro. A imunização continua direcionada aos grupos definidos pelas recomendações de saúde.
CONFINS CONFIRMA PRIMEIRO CASO E REFORÇA ORIENTAÇÕES

Após a confirmação do primeiro caso no município, a Secretaria Municipal de Saúde de Confins publicou orientações sobre os sintomas e as formas de prevenção da doença.

A recomendação é que pessoas que apresentem manchas, bolhas ou feridas suspeitas na pele, principalmente quando acompanhadas de febre ou outros sintomas, procurem uma unidade de saúde. Quem teve contato próximo com alguém diagnosticado também deve buscar orientação médica.

A mpox é uma infecção causada pelo vírus Monkeypox, pertencente à mesma família do vírus da varíola humana. Entre os sintomas mais comuns estão lesões na pele, aumento dos gânglios linfáticos (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios e fraqueza.

O período de incubação, intervalo entre a exposição ao vírus e o aparecimento dos primeiros sinais, costuma variar de três a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.
COMO OCORRE A TRANSMISSÃO?

A transmissão acontece principalmente pelo contato direto com lesões na pele, secreções e fluidos corporais de pessoas infectadas. Também pode ocorrer pelo contato com objetos contaminados e por meio da saliva e de relações sexuais.

Para reduzir o risco de infecção, a orientação é evitar contato próximo com pessoas que apresentem suspeita ou confirmação da doença. Pessoas que prestam assistência a pacientes devem utilizar equipamentos de proteção individual, como luvas e máscaras.

Quem estiver com suspeita ou diagnóstico confirmado deve seguir as orientações médicas e permanecer em isolamento durante o período de transmissão. Também é recomendado não compartilhar objetos pessoais, como toalhas, roupas, lençóis e talheres, além de higienizar as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool em gel.
COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?

A confirmação da mpox ocorre por meio de exame laboratorial. Para isso, é coletado material das lesões na pele, que é encaminhado para análise pelo método PCR (Reação em Cadeia da Polimerase).

Ao perceber sintomas suspeitos, a recomendação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação clínica e informar aos profissionais de saúde se houve contato com alguém com suspeita ou confirmação da doença.
Tags

Postar um comentário

0 Comentários

Postar um comentário (0)

#buttons=(Tá bom, aceito!) #days=(20)

Aceite nossos termos de uso para melhor experiência! Leia aqui
Ok, Go it!