Namorada denuncia policial penal por tentativa de atropelamento em Teresina

Namorada denuncia policial penal por tentativa de atropelamento em Teresina

leandro santos
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 Foto: Arquivo Cidadeverde.com

Aniversário Casa da Mulher Brasilera

Uma mulher denunciou um policial penal por suspeita de tentativa de atropelamento na Avenida Marechal Castelo Branco, em Teresina, na noite de domingo (1º). Segundo ela, o caso ocorreu após encontrar o homem, com quem mantinha um relacionamento havia cerca de dois anos, acompanhado de outra mulher. Após o episódio, a denunciante registrou um boletim de ocorrência e solicitou medidas protetivas de urgência.

O Cidadeverde.com entrou em contato com a Secretaria de Estado da Justiça do Piauí (Sejus) para solicitar esclarecimentos sobre a denúncia envolvendo o policial penal, mas não obteve retorno até o momento. O espaço segue aberto para manifestações.

Segundo a mulher, ela se aproximou do policial penal para pedir explicações sobre o relacionamento, mas ele teria reagido com agressões verbais. Durante a discussão, o homem entrou em um carro acompanhado da outra mulher e, conforme o relato, acelerou o veículo em sua direção.

"Na noite de ontem, eu o encontrei com outra mulher e fui procurar saber o que estava acontecendo. Ele, muito furioso, me agrediu com palavras e tentou passar o carro por cima de mim. As pessoas que estavam caminhando na Marechal viram o que estava acontecendo e me puxaram pelo braço. Fui registrar o boletim de ocorrência e pedir medida protetiva", relatou.

A denunciante afirmou que não ficou ferida porque pessoas que caminhavam pela avenida perceberam a situação e conseguiram puxá-la pelo braço, retirando-a da frente do veículo.

Segundo ela, essa foi a primeira vez que o policial penal teria atentado contra sua vida. Após o ocorrido, decidiu bloquear o contato do homem e procurar a polícia.

Mulher relata ameaças durante relacionamento

No boletim de ocorrência, a mulher afirmou que o relacionamento era marcado por situações de abuso e pedidos frequentes de ajuda financeira por parte do policial penal. Segundo o relato, além de ajudá-lo financeiramente em outras ocasiões, ela chegou a comprar uma máquina avaliada em cerca de R$ 4 mil.

A mulher também informou que o policial penal possui porte de arma em razão da profissão e que já teria feito ameaças durante o relacionamento.

Conforme o boletim de ocorrência, o homem teria afirmado que "medida protetiva não adianta nada" e que, "se quisesse matar alguém, ele mataria". Ela também relatou que ele já havia manifestado "vontade de matá-la".

Sobre a discussão de domingo, a mulher contou que o policial penal a chamou de "louca". Ela, por sua vez, o chamou de "moleque", cobrou explicações e puxou a camisa dele.

Ainda segundo o boletim, quando o homem tentou entrar no carro, teria empurrado a mulher e fechado a porta do veículo. Em seguida, quando ela se colocou à frente do automóvel, ele teria acelerado bruscamente, em uma suposta tentativa de atropelamento.

Com receio de que o policial penal possa fazer algo contra ela, a mulher procurou a delegacia, registrou a ocorrência e solicitou medidas protetivas de urgência.

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