Foto: Arquivo Cidadeverde.com

Uma mulher denunciou um policial penal por suspeita de tentativa de atropelamento na Avenida Marechal Castelo Branco, em Teresina, na noite de domingo (1º). Segundo ela, o caso ocorreu após encontrar o homem, com quem mantinha um relacionamento havia cerca de dois anos, acompanhado de outra mulher. Após o episódio, a denunciante registrou um boletim de ocorrência e solicitou medidas protetivas de urgência.
O Cidadeverde.com entrou em contato com a Secretaria de Estado da Justiça do Piauí (Sejus) para solicitar esclarecimentos sobre a denúncia envolvendo o policial penal, mas não obteve retorno até o momento. O espaço segue aberto para manifestações.
Segundo a mulher, ela se aproximou do policial penal para pedir explicações sobre o relacionamento, mas ele teria reagido com agressões verbais. Durante a discussão, o homem entrou em um carro acompanhado da outra mulher e, conforme o relato, acelerou o veículo em sua direção.
"Na noite de ontem, eu o encontrei com outra mulher e fui procurar saber o que estava acontecendo. Ele, muito furioso, me agrediu com palavras e tentou passar o carro por cima de mim. As pessoas que estavam caminhando na Marechal viram o que estava acontecendo e me puxaram pelo braço. Fui registrar o boletim de ocorrência e pedir medida protetiva", relatou.
A denunciante afirmou que não ficou ferida porque pessoas que caminhavam pela avenida perceberam a situação e conseguiram puxá-la pelo braço, retirando-a da frente do veículo.
Segundo ela, essa foi a primeira vez que o policial penal teria atentado contra sua vida. Após o ocorrido, decidiu bloquear o contato do homem e procurar a polícia.
Mulher relata ameaças durante relacionamento
No boletim de ocorrência, a mulher afirmou que o relacionamento era marcado por situações de abuso e pedidos frequentes de ajuda financeira por parte do policial penal. Segundo o relato, além de ajudá-lo financeiramente em outras ocasiões, ela chegou a comprar uma máquina avaliada em cerca de R$ 4 mil.
A mulher também informou que o policial penal possui porte de arma em razão da profissão e que já teria feito ameaças durante o relacionamento.
Conforme o boletim de ocorrência, o homem teria afirmado que "medida protetiva não adianta nada" e que, "se quisesse matar alguém, ele mataria". Ela também relatou que ele já havia manifestado "vontade de matá-la".
Sobre a discussão de domingo, a mulher contou que o policial penal a chamou de "louca". Ela, por sua vez, o chamou de "moleque", cobrou explicações e puxou a camisa dele.
Ainda segundo o boletim, quando o homem tentou entrar no carro, teria empurrado a mulher e fechado a porta do veículo. Em seguida, quando ela se colocou à frente do automóvel, ele teria acelerado bruscamente, em uma suposta tentativa de atropelamento.
Com receio de que o policial penal possa fazer algo contra ela, a mulher procurou a delegacia, registrou a ocorrência e solicitou medidas protetivas de urgência.