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14 de nov. de 2019

PIB: Piauí possui a segunda maior taxa de crescimento do Brasil



Ficando à frente de 25 unidades da Federação, o Piauí apresentou um bom desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), a preço do mercado corrente de 2017. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (14), no Palácio de Karnak, sede do Governo do Estado, o Piauí teve o segundo maior desempenho do país, superando a média nacional, com 7,7% de crescimento em relação ao ano anterior. O estado só ficou atrás do Mato Grosso, que teve 12,1% de crescimento no mesmo período.O balanço divulgado nesta quinta pela Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), através da Fundação Cepro, aponta que, no estado, o índice que representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região tem apresentado evolução nos últimos anos. Em cinco anos, oPiauí acumula variações positivas, com o PIB passando de R$ 31,2 bilhões em 2013 para R$ 45,3 bilhões em 2017.

O resultado em volume, que apontou crescimento mais acentuado que a média nacional, foi justificado, em grande parte, pela participação da agricultura e pela indústria de geração de energia eólica. A avaliação inicial é de que aprodução agrícola cresceu em decorrência da regularização das chuvas, o que foi expresso na elevação da participação no total da economia piauiense, passando de 5,1% em 2016 para 9,4% em 2017, um acréscimo de mais de 4 pontos percentuais.


Produção agrícola foi um dos fatos que contribuiu para alavancar o PIB do Piauí. (Foto: Arquivo O Dia)

Já a produção nos cerrados apresentou expansão nas principais culturas, como arroz, feijão milho e algodão, justificando o crescimento em volume agrícola em 2017. A cultura da soja também apresentou variação positiva, tendo mais do que dobrado sua produção em relação a 2016. Enquanto a pecuária apresentou aumento na produção de aves, suínos e peixes.

A safra agrícola, portanto, pode ser vista como um dos principais fatores que impulsionaram o crescimento expressivo do PIB do Estado, colocando o Piauí não só em segundo lugar do país, mas em primeiro na região Nordeste. É o que explica o representante do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticias (IBGE), Leonardo Passos. O órgão é responsável pelo levantamento e divulgação dos resultados.

“De modo geral, o PIB de 2016 foi em um momento em que o Piauí tinha sofrido uma seca e, no ano seguinte, com essa supersafra culminou em um crescimento maior”, avalia, acrescentando que o Governo deve fazer uma análise da distribuição do PIB ao longo da administração pública, para identificar se a dependência menor dos programas de Governo e a entrada de recursos da iniciativa privada estão se traduzindo em desenvolvimento no estado.

Em relação à indústria, o setor teve redução na participação no PIB, saiu de 12,7% em 2016 para 12,1% em 2017. A retração deu-se notadamente em função das atividades de Indústrias de transformação e Construção, cujas variações foram de -1% e -9,8%, respectivamente. Em contrapartida destacou-se entre as atividades industriais a geração de energia, com aumento de 14%, devido ao aumento da geração de energia elétrica. 

No setor de serviços houve redução da participação no PIB, caindo de 82,2% (2016) para 68,5% (2017). Apesar disso, o setor teve um aumento em volume na ordem de 2%, em relação ao ano anterior. Em termos de valor foram significativas as atividades: administração, educação, saúde pública, comércio, atividades profissionais e serviços complementares. 

Segundo o gerente de Estudos e Pesquisas Econômicas da Cepro, Fernando Gaivão, o PIB 2017 mostra que o Piauí tem uma tendência natural a expandir as suas atividades produtivas.

"No ciclo de 2016 estávamos no ápice da crise, da recessão, e esses reflexos derrubaram o nosso PIB. O ano de 2017 é o primeiro do início da recuperação econômica do Brasil que, ainda hoje, encontra-se fragilizado. Isso mostra a nossa tendência natural de crescimento econômico acima da média nacional e, ao mesmo tempo, demonstra que se nos prepararmos mais poderemos alçar voos ainda maiores", afirma.

O gerente explica que já foram mapeadas áreas estratégicas de investimento, como turismo, infraestrutura, mineração e energias renováveis. O objetivo, com esse mapeamento, é de potencializar essas atividades do ponto de vista econômico.

Para o secretário estadual de Planejamento, Antônio Neto, se continuar nessa tendência de crescimento, o Estado certamente chegará ao final de 2030 em posição de destaque.

“Podemos comemorar esse dado, porque, além de ter um destaque, ele nos encaminha, nos anima e nos mobiliza para que a gente possa continuar trabalhando as políticas públicas voltadas para esse processo de desenvolvimento contínuo no Piauí, que demonstra que o Estado está entrando no radar nacional de uma economia mais dinâmica e competitiva”, pontua.

PIB per capita

Apesar do resultado positivo no volume de crescimento, o PIB per capita do Piauí ainda está na lanterna entre as unidades da federação. O indicador é composto pelo produto interno bruto dividido pela quantidade de habitantes de um país. No Piauí, esse número é de R$ 14 mil por ano, ficando à frente apenas do estado do Maranhão.

PIB dos municípios



O PIB dos municípios está previsto para ser divulgado no dia 13 de dezembro. Com os dados municipais deverá ser possível avaliar como o resultado apresentado nesta quinta-feira se pulveriza no estado.

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