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2 de dez. de 2020

PF investiga fraude de R$ 1,4 milhão em laudos médicos para obtenção de benefícios

 Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (02) em Teresina a Operação "Falso Vínculo". O trabalho, realizado com apoio da Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista (CGINT) da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, tem a finalidade de reprimir crimes previdenciários.

As investigações, iniciadas em 2015, a partir de levantamentos de  informações recebidas de atuação de um agenciador, levaram à identificação de um esquema criminoso no qual eram obtidos, mediante fraudes e simulações, laudos médicos e psiquiátricos. De acordo com a PF, os documentos fraudulentos serviam para obtenção do Benefício Previdenciário de Auxílio Doença e, posteriormente, conversão em Aposentadoria por Invalidez

"Os titulares desses benefícios, inclusive, o próprio agenciador, eram atendidos em Hospitais Psiquiátricos de Teresina, conseguindo Declarações de Internação ou de Atendimento, documentos posteriormente apresentados junto à Perícia Médica do INSS, objetivando a obtenção fraudulenta dos benefícios", informou a PF.  

A Polícia Federal cumpriu dois Mandados Judiciais de busca e apreensão, na residência e local de trabalho do agenciador e estelionatário investigado. A operação contou com a participação oito policiais federais.  

Foto: Divulgação/PF

O prejuízo inicialmente identificado com a concessão de nove benefícios indevidos chega a R$ 1,4 milhão, dentre os quais, R$ 286 mil em quatro benefícios de Auxílio Doença para o próprio investigado.
 "Com a documentação que nós já tínhamos, constatamos fraude em torno de R$ 1,4 milhão. Só esse mesmo agenciador,alvo da nossa operação, recebeu quase R$ 300 mil em auxílio doença,alegando doenças psicológicas. o que se comprova é que ele pessoa sã", informou o delegado Robério Chaves, da Polícia Federal. 

O envolvido será indiciado pelos crimes de estelionato previdenciário e associação criminosa, cujas penas máximas acumuladas podem chegar a nove anos e oito meses de prisão.

O nome da Operação vem do fato do investigado, para obtenção dos benefícios, criar falsos vínculos de trabalho para adquirir a condição de segurado junto ao INSS. 

"Foram apreendidos muitos documentos, uma quantidade elevadíssima. Vamos agora analisar esses documentos para conseguir obter provas de outras fraudes previdenciárias. Acreditamos que conseguiremos apurar e esses dados e, obviamente, revisionar esses benefícios obtidos", completou o delegado da PF. 

Foto: Divulgação/PF

 


Natanael Souza (Com informações da Polícia Federal)
redacao@cidadeverde.com 

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