Polícia indicia seis pelo assassinato de João Alberto no Carrefour - Barra d Alcântara News

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11 de dez. de 2020

Polícia indicia seis pelo assassinato de João Alberto no Carrefour


Seis pessoas foram indiciadas por homicídio triplamente qualificado por envolvimento no assassinato de João Alberto, no Carrefour, em Porto Alegre. O desfecho do inquérito, conduzido pela delegada Roberta Bertoldo, da 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoas, foi divulgado em entrevista coletiva no Palácio da Polícia, no Rio Grande do Sul. Segundo a policial, não há nenhum indício de que a motivação central do crime tenha sido racismo, mas houve contexto discriminatório. 

Homem negro de 40 anos, João Alberto Freitas foi espancado até a morte no Carrefour, em Porto Alegre, no dia 19 de novembro, na véspera do Dia da Consciência Negra. O assassinato do cliente do supermercado gerou protestos em todo o país. 


Entre os indiciados pelo crime estão os seguranças terceirizados Geovane Gaspar Dutra, ex-soldado temporário da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, de 24 anos e Magno Braz Borges, de 30 anos. Homens brancos, os dois foram detidos em flagrante pelo espancamento e pela morte por asfixia de Beto Freitas. 

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De acordo com a diretora do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), delegada Vanessa Pitrezs, a fiscal Adriana Alves Dutra, de 51 anos, que filmou o espancamento, e outro segurança, Paulo Francisco da Silva, também foram indiciados por impedir socorro à vítima e por não prestar nenhum tipo de ajuda. Mais dois funcionários do Carrefour, Rafael Rezende e Kleiton Silva Santos, tiveram sua prisão solicitada à Justiça por imobilizar Beto Freitas e ajudar Dutra e Borges a espancá-lo, além de impedir que os demais presentes prestassem socorro à vítima.

Ainda segundo a delegada, os indiciados demonstraram "maneira alvitante de conduta", intimamente ligada à condição socioeconômica da vítima, "a qual não se pode dissociar sua cor de pele". No entanto, o racismo não foi considerado motivação para o crime. Os indiciados responderão pela asfixia de Nego Beto, o que impossibilitou socorro à vitima, e motivo torpe, relacionado ao "contexto discriminatório" em que o crime aconteceu.

— Se a cor da pele da pessoa fosse outra, provavelmente a situação (também) seria outra — afirmou a delegada Roberta Bertoldo.

O laudo do Instituto-Geral de Perícia apontou asfixia como a causa da morte de Beto Freitas. De acordo com o relatório da Polícia Civil, durante o crime, a vítima grita repetidas vezes que não consegue respirar. Em uma das gravações analisadas, Beto Freitas chega a exclamar "Tô morrendo!".

A cena remonta ao assassinato do americano George Floyd, homem negro estrangulado por um policial branco em maio deste ano. A morte de Floyd gerou uma onda de protestos antirracistas nos Estados Unidos.

Embora o homicídio de Beto Freitas não tenha sido enquadrado como racismo, o Senado aprovou nesta terça-feira, em votação simbólica, um projeto que prevê uma pena específica para atos praticados por agentes públicos e profissionais de segurança privada com base em preconceito por raça, origem étnica, gênero ou orientação sexual. Agora, o texto vai à Câmara dos Deputados. 

João Alberto foi espancado até a morte no Carrefour

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