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25 de mai. de 2021

Empresários afirmam que prefeitura deixou de repassar R$ 25 milhões ao sistema de ônibus

 Fotos: Reprodução/CMT

AStualizada às 12h50

Segundo empresário a ser ouvido foi o presidente da Emtracol,  Hebert Campelo. Ele afirma que as empresas tiveram que fazer grandes investimentos para participar da licitação. Segundo ele, o retorno até agora não existiu. 

“Tivemos que investir muito para participar da licitação. Fizemos investimentos em adequação de ônibus, garagem, manutenção e tudo. Prevendo o edital e contrato a prefeitura tinha suas obrigações e pode designar a tarifa que deseja. O modelo do sistema é bom, só que não é executada do que  era para ser. As empresas tiveram que se adequar 100% para participar da licitação. O investimento foi muito grande. Para poder concorrer, tivemos que nos juntar em consórcio para participar”, disse.

Segundo o empresário, sem a contrapartida da prefeitura, o sistema não conseguirá se sustentar. “A prefeitura nunca pagou em dias. Tivemos que entrar na justiça para a prefeitura ter que pagar o que deve. Sempre fizemos acordo0 perdendo e para receber dividido. E nunca recebemos o do mês. As empresas bancam o sistema. Pagamos juros altos porque ninguém empresa dinheiro sem juros. Estamos em uma dificuldade. Veio a pandemia e fechou tudo e colocou os ônibus para rodar, mas não tinha passageiro”, explica. 

 

Atualizada às 10h29

Na abertura dos depoimentos desta terça-feira(25) da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal de Teresina, que investiga a licitação do transporte público coletivo da capital, o empresário Alberlan Euclides Sousa revelou que uma empresa, que participou da licitação, está circulando na capital.  

Os empresários afirmam que apenas em 2021, a prefeitura deixou de repassar R$ 25 milhões ao sistema de transporte. Segundo o empresário, a empresa de São Luís estaria operando no sistema, sem ter participado da licitação de 2015, porque a Prefeitura, dois anos depois, teria exigido ônibus com ar condicionado. 

"Em 2017, a prefeitura exigiu carros com ar e não estava no edital de 2015. Com os atrasos de pagamento, fragilizava a finanças e não tínhamos crédito para comprar ônibus novos. Fomos em busca de investidores de São Luís. A prefeitura aceitou e assim foi feito. Houve um ruído com esse empresário e ele retirou os ônibus. Foi péssimo para todos. Então, chegamos ao acordo de que ele entraria no consórcio com a anuência do Poder Público, como se tivesse participado da licitação. E está autorizado pela Strans para rodar”, explicou Alberlan. 

Ele disse ainda que na época da licitação esta empresa até teria participado, mas que havia perdido e ressalta que este acordo foi feito com autorização da Prefeitura. “O consórcio são três empresas e a Teresinense faliu. Para suprir o consórcio foi preciso acatar essa sugestão. O Poder Público estava ciente de tudo. Não fizemos nada escondido. Tudo se encontra documentado na Strans", afirmou. 

O empresário afirmou ainda que o contrato previa essa possibilidade caso alguma empresa saísse do consórcio. O nome da empresa não foi revelado. 

O vereador Dudu questionou o fato de uma empresa que não participou da licitação, tenha entrado no consórcio. Ele afirma que a CPI pedirá esclarecimentos a Strans.

"Ele não era da licitação.  Teve um problema e ele retornou os ônibus. Fez com que o consórcio Poti ficasse na média de ano de frota e ar-condicionado. Essa licitação exige que a média dos ônibus não ultrapasse seis anos. Esta empresa, em 2017, entra no consórcio com autorização para compor consórcio onde a empresa não tinha autorização para participar. Isso chama atenção. Houve uma repactuação da licitação", destacou. 

Apoio à CPI

Alberlan Sousa disse que os empresários apoiam a CPI.

"Os empresários estão adorando a CPI para esclarecer dúvidas. O pior momento foi a greve com 85 dias. De lá para cá a coisa continua ruim devido há vários momentos. A pandemia maltrata a todos", destaca.

De acordo com o empresário, em cinco anos foram feitos quatro acordos judiciais.

"Houve acordos extrajudiciais também. Eram pagamentos atrasados. Com a gestão passada foi feito acordos para pagar. Existe uma conta criada da Prefeitura para regular o sistema. Infelizmente sempre atrasou. Foi criada pela prefeitura essa forma de remuneração. Quatro acordos com a empresa Piauiense. Cada acordo tinha um valor e era dividido em mensalidades. O quarto foi feito no meio da pandemia e seria de R$ 423.870,51. Mas se encontra pendente. Fomos exigidos de cumprir todas. A única que não foi possível cumprir era o sistema de áudio nas estações e nos terminais de integração. O ônibus fica embarcando e desembarcando com motor ligado e o barulho é grande. O sistema não funcionou. Foi preferível colocar painéis eletrônicos. O resto tudo foi feito", afirmou o empresário.

 

 

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