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23 de jan. de 2022

Pai de criança de Lençóis Paulista diz aguardar exames para cuidar da filha

 Foto: divulgação Sesapi

A família da criança de 10 anos que teve uma parada cardíaca em Lençóis Paulista, no interior paulista, na última terça-feira (18) questiona o diagnóstico de doença cardíaca congênita e diz preferir aguardar o resultado de novos exames aos quais ela será submetida.

O posicionamento da família se manteve mesmo após o Governo de São Paulo e o Ministério da Saúde terem afirmado que "o evento adverso pós-vacinação foi descartado".

A menina de 10 anos, sofreu uma parada cardiorrespiratória cerca de 12 horas após ter tomado uma dose da vacina Pfizer contra a Covid-19. Ela está internada na UTI Pediátrica do Hospital da Unimed de Bauru, para onde foi transferida na tarde desta sexta-feira (21).

Ela seria submetida a um exame de ressonância magnética, que acabou sendo adiado para a próxima segunda-feira (24) por recomendação do médico anestesista.

"Estou aguardando ansiosamente o resultado desse exame para eu poder cuidar da minha filha e ver o caminho que vamos seguir. Só essa ressonância que ela fará na segunda-feira poderá nos dar o diagnóstico final", afirma o pai da criança, o policial militar Claudimar Petenuci.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo concluiu na última quinta-feira (20) que a vacina contra a Covid-19 não foi a causa da parada cardíaca.

O evento adverso pós-vacinação foi descartado após análise do Centro de Vigilância Epidemiológica da pasta, realizada por mais de dez especialistas. "Não existe relação causal entre a vacinação e o quadro clínico apresentado, portanto, o evento adverso pós-vacinação está descartado", diz a conclusão do relatório.

A análise apontou que o episódio foi desencadeado por uma doença congênita rara, a síndrome de Wolff-Parkinson-White, até então desconhecida pela família.

Nesta sexta (21), o Ministério da Saúde confirmou a análise do governo de São Paulo e afirmou que "o evento adverso pós-vacinação foi descartado".

"A síndrome de Wolff-Parkinson-White, até então não diagnosticada e desconhecida pela família, levou a criança a ter uma crise de taquicardia, que resultou em instabilidade hemodinâmica", disse a Saúde, citando a investigação feita pelo governo local.

Questionado sobre o laudo emitido pelo Centro de Vigilância Epidemiológica, Petenuci informou que esse seria questionável e repetiu que prefere aguardar o resultado de todos os exames.

A criança permanece internada na UTI Pediátrica, mas o estado de saúde é considerado estável. Em nota, a Unimed de Botucatu informou que todos os dados de exames e diagnósticos estão sendo fornecidos às autoridades competentes para investigação.

Os ministros Marcelo Queiroga (Saúde) e Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) visitaram a criança na quinta (20). O presidente Jair Bolsonaro (PL) telefonou para a família.

No Twitter, mesmo depois de o governo paulista ter concluído que a reação estava ligada à doença congênita rara, Damares disse que teve encontro com a criança "hospitalizada após suspeita de parada cardíaca no mesmo dia em que recebeu a vacina contra Covid".

Queiroga curtiu a publicação de Damares. Ambos não informaram que a relação com a vacina já estava descartada.

Segundo Petenuci, a visita dos ministros a Lençóis Paulista foi precedida de uma ligação de Bolsonaro.

"O presidente me ligou e perguntou se eu poderia receber o ministro Queiroga. Ele e Damares estiveram com a gente e também fizeram uma visita à minha filha", disse Petenuci. Aos pais da criança, Queiroga teria informado que o Ministério da Saúde acompanhará de perto o caso.

Em Lençóis Paulista, onde a menina foi imunizada, o Comitê de Enfrentamento à Covid-19 determinou a suspensão da vacinação de crianças entre 5 e 11 anos por sete dias. Até então, 46 crianças haviam sido vacinadas na cidade, durante a campanha que teve início nesta semana.

A vacinação deverá ser retomada na próxima terça (25). Segundo a Prefeitura de Lençóis Paulista, esse prazo é necessário para o aprofundamento sobre o caso e envio de relatórios aos órgãos de controle federais e estaduais.

O médico infectologista Carlos Magno Fortaleza, pesquisador e professor da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu, ressalta que a vacina da Pfizer foi amplamente testada e não apresenta riscos.

"O imunizante da Pfizer contra a Covid-19 foi testado em crianças antes de ser colocado em comercialização e não apresent ou nenhum efeito colateral grave."

Fonte: Folhapress

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