Saiba quais países que ficarão com 10%, a menor taxa imposta pelo governo Trump

Saiba quais países que ficarão com 10%, a menor taxa imposta pelo governo Trump

leandro santos
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A Casa Branca publicou um decreto atualizando as tarifas na guerra comercial do presidente Donald Trump. A medida prorroga para 7 de agosto o início da cobrança das sobretaxas, que começaria a vigorar hoje.

A antiga tabela publicada em abril foi completamente alterada, na maioria dos casos, para cima. O documento eleva a base tarifária de dezenas de países de 10 para 15%, o mesmo percentual fechado em acordo com a União Europeia e o Japão.

Foram dois países que ficaram diretamente com 10% na lista protocolada por Trump. Eles são Reino Unido e Ilhas Malvinas, um território ultramarino britânico. O acordo com o governo de Keir Starmer havia sido feito antes do anúncio de todos os outros acordos comerciais.

Além disso, a Austrália afirmou nesta sexta-feira (1) que 'imagina' que também ficará com 10%, visto que não teve seu nome divulgado na lista de Trump.

O Brasil ficou como campeão do tarifaço, com taxa de 50% para a maioria das exportações aos Estados Unidos. Outros países duramente atingidos são a Síria, com 41%; Mianmar e Laos, 40%; e Suíça, que vai pagar taxa de 30%

O percentual do México continua em 25% e só será cobrado daqui a 90 dias, porque nessa quinta (31) houve um acordo para mais uma pausa.

Já a taxação do Canadá aumentou de 25 para 35% e começa a ser cobrada nesta sexta-feira (1).

A Casa Branca justificou a medida como uma resposta à suposta inação do Canadá em conter o fluxo de drogas ilícitas, como o fentanil, para os Estados Unidos.

A China, que ficou de fora da lista, enfrenta um prazo até 12 de agosto para chegar a um acordo tarifário com o governo de Trump. Por enquanto, a taxa é de 30% e o governo chinês quer mais 90 dias de trégua para negociação.

Brasil tenta mitigar tarifas

O governo brasileiro vai tentar aumentar a lista de produtos isentos das tarifas e aguardar a implementação das taxas para anunciar o plano de contingência. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que vai conversar nos próximos dias com o secretário do Tesouro Americano, Scott Bessent, sobre o tarifaço.

Produtos como café, carne bovina, calçados, frutas frescas e até o açaí do Pará continuam na lista das exportações que serão taxadas em 50% a partir do dia 6. O setor calçadista estima que haverá cerca de oito mil demissões diretas em empresas que exportam quase toda a produção para os Estados Unidos, se não houver acordo.

Segundo uma pesquisa Datafolha, 89% dos brasileiros acreditam que o tarifaço de 50% imposto por Donald Trump vai prejudicar a economia brasileira.

Para 57% dos entrevistados, o presidente dos Estados Unidos está errado ao pedir que a Justiça brasileira interrompa o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para 36%, o líder americano está certo.

 Fonte CBN

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