De 32 inscritos, apenas 11 conquistam vaga em grupo de operações especiais

De 32 inscritos, apenas 11 conquistam vaga em grupo de operações especiais

leandro santos
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A Polícia Civil do Piauí realizou, na manhã desta quarta-feira (17), a solenidade de formatura do curso de operações policiais, que teve duração de 30 dias. Dos 32 inscritos, apenas 11 concluíram o treinamento e agora passam a compor a Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), vinculada ao gabinete da Delegacia Geral. A cerimônia aconteceu no auditório da Acadepol, no bairro Saci, zona Sul de Teresina.

A diretora da Acadepol, Anamelka Albuquerque, ressaltou a importância da qualificação dos policiais.

“Quanto mais preparado é o policial, mais ele pode agir com cautela, reduzindo riscos e letalidade”, afirmou. Para ela, a capacitação é essencial para a segurança pública. “Esses cursos dão condições para que o policial atue com firmeza, mas também com responsabilidade diante da sociedade”, completou.

O diretor de Operações Integradas da SSP-PI, Matheus Zanatta, lembrou do desafio enfrentado pelos candidatos.

“Foram 30 dias de curso com exigências físicas, técnicas e psicológicas, e apenas 11 concluíram. E a população é a principal beneficiada com esse preparo”, disse. Ele adiantou que novas turmas estão previstas. “Queremos realizar o curso de operações táticas especiais, com duração de quase 80 dias. O objetivo é consolidar o Piauí como referência em capacitação policial”, destacou.

Um dos formados, o delegado Carlos Henrique, de Floriano, contou que a experiência vai além da preparação técnica.

“Estou há dois anos à frente da delegacia e esse curso foi mais do que aprender técnicas de tiro ou sobrevivência, o que fica é a irmandade criada entre os colegas”, declarou. Segundo ele, a formação terá reflexos diretos no interior. “Essa capacitação será muito benéfica para Floriano, pois temos a obrigação de difundir esse conhecimento e levar melhorias para toda a corporação”, completou.

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Isac Vilarinho, chamou atenção para a necessidade de reforço no efetivo.

“Temos previsão de 350 aposentadorias e apenas 300 novos aprovados. Mesmo com reforço, ficaremos no negativo”, alertou. Ele defendeu novos chamamentos. “É preciso que o governo garanta convocações para manter a segurança pública funcionando”, cobrou.

O delegado-geral Lucy Keiko também destacou a função estratégica do novo grupo.

“Precisamos de policiais preparados para enfrentar desde sequestros até ocorrências com explosivos”, explicou. Ele ressaltou que a CORE seguirá um modelo já adotado em outras partes do país. “Esse grupo ficará vinculado diretamente ao gabinete da Delegacia Geral e atuará em missões especiais”, concluiu.

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