A polícia dos Estados Unidos e o FBI ainda segue fazendo buscas atrás da pessoa que atirou e matou o ativista político conservador Charlie Kirk nessa quarta-feira (10). Segundo informações de jornais americanos, uma 'caçada humana' está sendo realizada nesta quinta (11).
O serviço secreto americano destaca que são analisadas diversas 'cenas de crime'. Além disso, são observados diversos vídeos para tentar identificar onde os suspeitos teriam passado. Agentes também estão indo em diversas casas para questionar os moradores locais.
Algumas horas após o episódio, a polícia estadual de Utah afirmou que havia prendido um suspeito. Depois, em outro comunicado, revelou que dois homens foram detidos, sendo um deles interrogado, mas ambos foram liberados pelas autoridades.
'Não há vínculos atuais com o tiroteio envolvendo nenhum desses indivíduos. Há uma investigação e uma busca em andamento pelo atirador', diz o texto.
O tiro que matou Kirk na Universidade Utah Valley, nos Estados Unidos, foi flagrado por diversas câmeras que gravaram o debate que estava acontecendo pelo influenciador. Cerca de três mil pessoas estavam no local.
A polícia afirma que o tiro partiu de uma distância relativamente longa e provavelmente de um telhado. Ele foi atingido no pescoço.
O ativista da direita conservadora americano Charlie Kirk, de 31 anos, foi baleado no pescoço em um evento na Universidade Utah Valley nesta quarta-feira (10). De acordo com o presidente Donald Trump, Kirk morreu.
"O Grande, e até mesmo Lendário, Charlie Kirk está morto", escreveu Trump. "Ninguém compreendia ou tinha o Coração da Juventude dos Estados Unidos da América melhor do que Charlie. Ele era amado e admirado por TODOS, especialmente por mim, e agora não está mais entre nós."
Trump ainda afirmou que ele e Melania, sua esposa, oferecem seus pêsames à "linda esposa" de Charlie Kirk, Erika e à família. "Charlie, nós te amamos!", concluiu.
Aos 31 anos, Charlie Kirk era uma das vozes mais influentes do conservadorismo americano. Apoiador de Donald Trump, o ativista foi um dos que promoveu a teoria da conspiração sobre uma suposta fraude nas últimas eleições presidenciais americanas, e também foi um entusiasta das manifestações que resultaram na invasão ao Capitólio, de 6 janeiro de 2021.
Sua maior fonte de influência vinha da Turning Point USA, organização juvenil conservadora que fundou em 2012. A organização, que atua em escolas e universidades, promoveu o movimento “Estudantes com Trump” para angariar votos ao republicano.
Kirk tinha o programa "The Charlie Kirk Show" e acumula mais de 5 milhões de seguidores no X, mais de 7 milhões no Instagram e 3 milhões no Truth Social.
Em 2023, Jair Bolsonaro foi anunciado em evento da Turning Point USA (TPUSA), organização fundada por Charlie Kirk, para fazer uma palestra no dia 3 de fevereiro.
Na mensagem de 2023, Kirk escreveu: "O Brasil tornou-se um campo de batalha fundamental no confronto global entre o poder do povo e a tirania de uma máquina globalista corrupta. O TPUSA está honrado em receber Bolsonaro em seu primeiro evento público após as eleições brasileiras".
Realizado no Crystal Ballroom do resort Trump National Doral, nos Estados Unidos, o evento Power of the People teve Bolsonaro exaltando feitos de seu governo e, no encerramento do discurso, afirmando ter sensação de dever cumprido e a consciência de que fez o melhor.
O ex-presidente também foi entrevistado por Charlie Kirk em 2023, ocasião em que disse que os brasileiros tinham uma "vontade muito grande" de vê-lo de volta ao poder.
Fonte CBN