Duplicações e viadutos: confira obras previstas nas rodovias federais do Piauí

Duplicações e viadutos: confira obras previstas nas rodovias federais do Piauí

leandro santos
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 Um pacote de obras em rodovias federais que cortam o Piauí deve impactar diretamente a mobilidade urbana e o escoamento da produção no estado nos próximos anos. As intervenções envolvem duplicações, contornos rodoviários, construção de pontes e viadutos.

Segundo o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Piauí, Ribamar Bastos, os projetos estão distribuídos entre obras com entregas previstas para 2026, frentes que já começaram e outras que seguem em fase de licitação ou elaboração de projetos.

Foto: Rebeca Lima/Cidadeverde.com

Obras com entrega prevista para 2026

Entre as principais obras em execução está o Contorno Rodoviário de Teresina, que corresponde ao trecho urbano da BR-343, ligando a Ladeira do Uruguai à avenida Miguel Rosa. O empreendimento foi dividido em três lotes, sendo o Lote 1 o mais avançado.

Ribamar Bastos explicou que o trecho está em obras desde o fim de 2024 e já alcançou cerca de 30% de execução.

“Iniciamos no final de 2024 o Contorno Rodoviário de Teresina, que é a parte urbana da BR-343, da Ladeira do Uruguai até a Miguel Rosa. Dividimos em três lotes. O Lote 1 vai da Ladeira do Uruguai até a ponte sobre o Rio Poti e está em execução”, afirmou.

Foto: Renato Andrade/Cidadeverde.com

Contorno Rodoviário de Teresina

Ainda segundo o superintendente, a previsão é entregar, já no início deste ano, três quilômetros de pista entre a rotatória da avenida Joaquim Nelson, na entrada do bairro Dirceu, e a região próxima ao Terminal do Petróleo.

“O nosso objetivo é entregar no início do ano esses três quilômetros funcionando, com três pistas novas, três viadutos sobre a linha férrea, dois já estão prontos e um em fase final, além de um grande bueiro celular sobre o riacho Itararé”, disse.

Outro destaque é o viaduto no cruzamento da BR-343 com a avenida José Francisco de Almeida Neto, principal acesso ao bairro Dirceu e à ponte Anselmo Dias.

“Iniciamos em maio um grande viaduto na entrada do Dirceu e a programação é entregar em maio de 2026. Um ano de execução”, afirmou Ribamar.

Viaduto do bairro Dirceu


O investimento total do Lote 1 é de R$ 136 milhões com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

“Essa obra está no Novo PAC, que tem prioridade na liberação de recursos, graças ao apoio do ministro Wellington Dias, da bancada federal e do governador Rafael Fonteles”, destacou.

Obras em andamento no estado


BR-343 (Teresina-Altos)

Outra frente importante é a duplicação da BR-343 entre Teresina e Altos, iniciada recentemente, com investimento de cerca de R$ 192 milhões.

“É a primeira rodovia do Piauí com pista em concreto”, ressaltou o superintendente.

Na BR-316, a duplicação já foi concluída até Demerval Lobão e segue em andamento no trecho entre Demerval Lobão e Monsenhor Gil.

“Já iniciamos a duplicação Demerval Lobão–Monsenhor Gil, com 22,06 quilômetros e investimento de R$ 159 milhões, também no Novo PAC”, explicou.

Foto: Ascom/DNIT

BR-316 (Duplicação Teresina - Demerval Lobão)

O DNIT também atua na reabilitação de pontes em diversas regiões do estado. Cinco estruturas no Norte do Piauí passam por obras, incluindo pontes na BR-402 e na BR-343, além da ponte Juscelino Kubitschek (JK), em Teresina, que tem mais de 60 anos.

“Essas pontes estão bastante deterioradas e precisam passar por reabilitação”, afirmou.

Outro projeto em andamento é a implantação da BR-330, que liga o Sul do Piauí ao Maranhão.

“Entregamos em setembro uma ponte sobre o Rio Parnaíba, na BR-330, que aposentou uma balsa usada no escoamento da safra. Agora iniciamos a implantação da rodovia, com 177 quilômetros divididos em dois lotes”, disse Ribamar.

Ponte na BR-330

Obras que vão começar ou estão em fase de projeto

Além das frentes já em execução, o DNIT tem outros empreendimentos em fase de licitação e projetos que devem sair do papel a partir de 2026. Entre eles estão os trechos restantes do Contorno Rodoviário de Teresina.

“No Lote 2, nesse mesmo contorno, será construída uma nova ponte sobre o Rio Poti, ao lado da ponte Tancredo Neves. Já o Lote 3 prevê a triplicação do trecho da ponte sobre o Rio Poti até a avenida Miguel Rosa, incluindo um novo elevado na rotatória do bairro Morada Nova e o alargamento dos viadutos existentes em frente ao terminal rodoviário. Esses dois trechos, os Lotes 2 e 3, estão em processo de licitação e já fazem parte do Novo PAC”, afirmou.


Outro foco do planejamento envolve os contornos rodoviários de Altos e Campo Maior, pensados para retirar o tráfego pesado das áreas centrais dessas cidades e melhorar a fluidez urbana e mais projetos de duplicações nas saídas Norte e Sul de Teresina. 


“Estamos concluindo os projetos dos contornos de Altos e de Campo Maior. No início do ano vamos licitar essas obras e, mais à frente, entre 2027 e 2028, a duplicação da BR-343 entre Altos e Campo Maior. Na BR-316, já estamos trabalhando o projeto de duplicação de Monsenhor Gil à Estaca Zero, que são mais 24 quilômetros”, explicou o superintendente”, explicou o superintendente.


Também estão em elaboração os projetos dos contornos rodoviários de Picos e Floriano, além da duplicação de trechos no litoral e no Norte do estado.

“Solicitamos o projeto de duplicação de Parnaíba a Luís Correia, são cerca de 12 quilômetros, e está em licitação o projeto de duplicação de Campo Maior a Piripiri e estamos trabalhando com o ministro Wellington, o governador Rafael e o ministro dos transportes Renan Filho para a gente colocar no Novo PAC o projeto de duplicação de Piripiri a Parnaíba”, afirmou.

Balão do bairro São Cristóvão

Outro ponto citado foi o balão do São Cristóvão, em Teresina.

“Em 2026 vamos contratar o projeto. A ideia inicial é manter a João XXIII no nível atual, com trincheira e elevado para redistribuir o fluxo, mas ainda é uma concepção embrionária”, disse.

Segundo o superintendente, o planejamento do DNIT prevê entregas parciais das obras para reduzir impactos no tráfego.

“Na duplicação de Teresina a Altos, são dois anos de obras, e em Demerval Lobão são três anos, mas nós estamos trabalhando para antecipar e colocar esse cronograma também em dois anos. O nosso planejamento é fazer entregas parciais. À medida que vai avançando, vai sendo colocado para funcionar, para diminuir o desconforto do usuário", concluiu Ribamar Bastos. 

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