Com a chegada da Quaresma, período de 40 dias entre a Quarta-Feira de Cinzas e a Páscoa, o consumo de peixe geralmente aumenta, movimentando o comércio em várias regiões do país. Dados da Associação Brasileira de Fomento ao Pescado (Abrapes) mostram que, neste intervalo, o consumo costuma crescer, em média, cerca de 20% em bares e restaurantes, já que muitos consumidores trocam a carne vermelha por peixe, por causa da tradição religiosa.

O líder de Conteúdo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), José Eduardo Camargo, ressalta a importância do pescado para o setor.
"O peixe é uma proteína muito versátil, ele permite a composição de pratos acessíveis e também itens de cardápio mais sofisticados. E o Brasil tem uma variedade muito grande, desde peixes de água doce, peixes de água salgada — a gente não pode esquecer que o Brasil tem um dos maiores litorais do mundo — e também opções importadas como o salmão ou o bacalhau, que nessa época é muito valorizado. Então o restaurante, ele tem uma possibilidade muito grande de diversificar o seu cardápio nessa época, atrair um público novo e melhorar o faturamento".
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De acordo com a Abrapes, no Amazonas, por exemplo, feiras tradicionais como a Manaus Moderna registram crescimento expressivo nas vendas de espécies nativas, como o tambaqui. No Pará, onde o consumo de pescado é um hábito cultural já consolidado, o cenário se repete.
E o Sudeste não fica fora dessa tradição. Dados da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) mostram que o entreposto movimentou mais de 5 mil toneladas de pescado no período da Páscoa em 2025, com faturamento superior a R$ 71 milhões, o que representou um crescimento de 52% no volume comercializado em relação à média dos meses anteriores.
