Neste dia 5 de fevereiro, Dia da Mamografia, a Sociedade Brasileira de Mastologia faz um alerta sobre a necessidade de ampliar o acesso ao exame para detecção do câncer de mama. Também adverte para a necessidade de fortalecer as estratégias de rastreamento, como a distribuição mais uniforme de mamógrafos, descentralização dos serviços, e a busca ativa de pacientes.

Segundo a entidade, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para enfrentar a doença.
O presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia Regional Rio de Janeiro, Bruno Giordano, destaca que milhares de mulheres chegam aos serviços de saúde em fases avançadas da doença, o que compromete o sucesso do tratamento e aumenta o risco de mortalidade.
Ele lembra que a estimativa nacional apontou para mais de 73 mil novos casos em 2025, consolidando o câncer de mama como um problema de saúde pública no país e no estado do Rio de Janeiro.
Números recentes do Instituto Nacional de Câncer revelam que entre 2023 e 2025, o Rio de Janeiro ocupou a segunda posição nacional tanto em incidência quanto em mortalidade por câncer de mama, com mais de 70 casos diagnosticados por 100 mil habitantes e elevada taxa de óbitos.
Para o especialista, esse quadro está diretamente ligado à baixa cobertura da mamografia, às dificuldades de acesso à rede de atendimento e ao tempo prolongado entre o exame, a confirmação diagnóstica e o início da terapia.
Bruno Giordano lembra, ainda, que, além da realização periódica da mamografia, o combate ao câncer de mama passa pela adoção de hábitos saudáveis e educação em saúde. A prática regular de atividade física, a manutenção do peso adequado, a alimentação equilibrada e a redução do consumo de álcool são medidas associadas à diminuição do risco de desenvolvimento da doença.
